Pará ignora Queiroga e não vai exigir receita para vacinar crianças contra a Covid-19

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Estado do Pará não vai exigir prescrição médica para vacinar crianças entre 5 e 11 anos de idade contra a Covid-19. O Estado contraria o Ministério da Saúde e segue as recomendações do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que se posicionou contra a exigência de pedido para a imunização.

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, afirmou na quinta (23/12), que o ministério recomendará que as crianças de 5 a 11 anos sejam vacinadas desde que haja prescrição médica e assinatura de termo de consentimento pelos pais. Ele disse que não há urgência para vaciná-las, apesar de novas variantes se espalharem pelo país.

Notas

O governador do Pará, Helder Barbalho, em rede social, informou que a vacina é segura e que as crianças precisam ser imunizadas.

“Confiamos na ciência e vamos seguir respeitando o trabalho da Anvisa e o posicionamento do Conass. Precisamos continuar salvando vidas!”

Conass

O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) afirmou, na sexta-feira (24), que não será necessário apresentar uma prescrição médica para vacinação infantil. Não será necessária a apresentação “de nenhum documento médico recomendando que tomem a vacina”. O posicionamento do órgão foi publicado na forma de carta às crianças.

PMB
A Prefeitura de Belém também deverá seguir as orientações do Conass.

“A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), informa que a vacinação das crianças, menores de 12 anos, ainda não está disponível na capital. A Sesma aguarda a liberação do Ministério da Saúde para iniciar a imunização deste grupo”, diz em nota.

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