Dez milhões têm dinheiro ‘esquecido’, mas ainda não acessaram site do BC

Rede Brasil Atual – O Banco Central (BC) divulgou nesta quinta-feira (17) que cerca de 10,3 milhões de pessoas físicas e jurídicas que possuem “dinheiro esquecido” em contas ainda não acessaram a nova plataforma para resgatar esses valores. Para isso, é necessário acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br que o BC lançou nesta semana.

A instituição estima que 28 milhões de CPFs e CNPJs tenham recursos a sacar. Mas até o fim da tarde de ontem (16), apenas 17,7 milhões de pessoais – físicas e jurídicas – que possuem recursos esquecidos realizaram a consulta.

No total, a plataforma recebeu quase 87 milhões de consultas até o momento. Destas, 67,78 milhões de pessoas e 1,44 milhões de empresas não tinham recursos a receber.

Passo a passo

Para fazer a consulta, basta acessar o Sistema Valores a Receber (SVR). Para pessoas físicas, além do CPF, o cidadão deverá inserir também a sua data de nascimento. Ou o CNPJ e a data de abertura da empresa, para pessoas jurídicas.

Assim, caso tenha valores a receber, a plataforma vai informar a data e o período para consultar e solicitar o resgate do saldo existente. Desse modo, as datas serão agendadas conforme o ano de nascimento ou da criação da empresa.

Mas antes é preciso cadastrar o CPF ou CNPJ no site Gov.br. A autoridade monetária afirma se tratar de uma medida de segurança. Ali, o interessado deverá criar uma senha e realizar o reconhecimento facial por meio da câmera do smartphone, com nível de segurança prata ou ouro.

Para nascidos antes de 1968, ou empresas abertas até essa data, o período de agendamento vai de 7 a 11 de março, com repescagem no dia 12 do mesmo mês. Para aqueles com nascimento ou ano de criação da empresa entre 1968 e 1983, o agendamento deve ser feito entre os dias 14 e 18 de março, com mais uma chance no dia 19. Similarmente, após 1983, o agendamento vai de 21 a 25 de março, com repescagem no dia 26.

Alerta de fraude

O BC reforça que não envia links nem entra em contato via telefone, e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram para tratar sobre valores a receber. Nem utiliza desses mecanismos para confirmar dados pessoais. Além disso, alerta que nenhum tipo de pagamento deve ser feito para ter acesso aos valores. A autoridade monetária já identificou golpes nesse sentido.

Somente no caso de pedir a restituição sem indicar uma chave Pix, a instituição financeira que o usuário escolheu entrará em contato para realizar a transferência. Mesmo assim, alerta o banco, a instituição não pode pedir dados pessoais nem senha ao usuário.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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