Belém é considerada tendência para o turismo em 2022

O turismo é uma das mais importantes atividades no setor econômico e da geração de emprego e renda, assim como a criação de novos negócios e aumento da produção de bens e serviços.

Desde janeiro de 2021 o setor voltou receber atenção da Prefeitura Municipal de Belém. Com respeito aos protocolos sanitários, a gestão criou o primeiro festival gastronomia das ilhas, investiu na reforma de praças e do Ver-o-rio e anunciou a criação de Cabaninhas multiuso, praça da juventude e o Boulevard da Gastronomia, entre outras ações.

Reconhecimento – Os investimentos da Prefeitura de Belém e o grande potencial turístico da capital paraense rendeu a escolha da cidade como tendência para o setor em 2022 pelo Ministério do Turismo. A publicação conta com um retrato das projeções para a atividade no período pós-pandemia e que impulsionará a retomada das atividades turísticas ao longo de 2022.

O documento produzido pela Secretaria Nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo (SNDTur) traz entre as tendências do setor o turismo de experiência, o turismo gastronômico e as férias com autocuidado.

“Foi uma grande conquista para Belém ter sido apontada como uma das principais tendências turísticas do Brasil em 2022. Estamos muito felizes em sermos escolhidos e sabemos que há muito trabalho a fazer. Vamos em frente em busca dos melhores resultados”, afirma coordenador da Belemtur, André Cunha.

Corredor Gastronômico

O projeto Boulevard da Gastronomia vai transformar a área da Boulevard Castilho França, perímetro que fica ao lado da praça Magalhães Barata, entre a avenida Presidente Vargas e a travessa Frutuoso Guimarães, em um grande corredor gastronômico aberto e com espaços para convivência. O lugar será completamente modernizado, com nova calçada, iluminação moderna e paisagismo.

“Trata-se de um grande espaço em que o comércio e a gastronomia popular – que vai desde a vendedora de tacacá, de tapioquinha, da maniçoba, até a vendedora de peixe frito – terão espaço para mostrar o seu trabalho, além também do envolvimento de grandes e médias empresas, que serão valorizadas”, explica o prefeito Edmilson Rodrigues.

O projeto está orçado em aproximadamente R$ 5 milhões com o objetivo de movimentar a economia, o turismo e a gastronomia popular.

Belém é considerada tendência para o turismo em 2022

“A prefeitura de Belém investe, valoriza e prioriza obras, serviços e produtos turísticos em várias áreas de Belém, desde a região continental até a insular. Os investimentos na área do turismo são muitos e todo esse conjunto faz ressaltar nossas potencialidades turísticas”, destaca André Cunha.

“Criar um corredor gastronômico significa abrir um espaço que vai gerar renda para várias pessoas e valorização da cultura da nossa terra. Estaremos criando um espaço turístico, principalmente, articulado com empreendimentos artesanais comprometidos com o fomento da cultura e gastronomia da nossa gente”, acredita a empreendedora Vera Colibri.

Valorização da gastronomia local

Evento para prestigiar a culinária da cidade – Belém tem o título internacional de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2015.

Para valorizar e dar mais visibilidade para o setor gastronômico a Prefeitura de Belém, através da Belemtur, vai criar um evento, em março, que marque a presença da capital para o Pará e para o mundo no setor.

Pratos como pato no tucupi, maniçoba e tacacá deram fama à gastronomia local, assim como sucos, doces e sorvetes feitos com frutas amazônicas, como açaí, cupuaçu e bacuri.

Economia solidária

O corredor de gastronomia, com oferta de alimentos e culinária regionais, certamente vai entrelaçar com outros segmentos da produção artesanal local, fomentando a economia da capital paraense e arredores.

“Criar um corredor gastronômico significa abrir um espaço que vai gerar renda para várias pessoas e valorização da cultura da nossa terra. Estaremos criando um espaço turístico, principalmente, articulado com empreendimentos artesanais comprometidos com o fomento da cultura e gastronomia da nossa gente”, acredita a empreendedora Vera Goretti, que faz parte de uma rede de economia solidária na capital e atua em diversos coletivos de artesãos e de gastronomia na cidade.

Madson Sousa – Agência Belém

Uma resposta para “Belém é considerada tendência para o turismo em 2022”

  1. Além de empreender obras, deveriam ser estabelecidas ações regulares de manutenções preventivas e corretivas em toda a infraestrutura urbana. A atual gestão da PMB, de orientação progressista vem apresentando um notável trabalho em obras públicas, mas ainda está deixando muito a desejar quanto à serviços de manutenção. Alguns exemplos: a Praça D. Pedro II, restaurada em 2021, está há vários meses com os lagos sujos e péssimo aspecto; a SEMMA implantou um belo trabalho de paisagismo em várias partes do canteiro central da av. Almirante Barroso, mas por falta de manutenção, já estão com aspecto de abandono também.
    O poder público deveria aproveitar essa tendência mencionada na matéria para a implementação de melhorias estruturais e sustentáveis, que habilitem nossa Belém para oferecer condições de boa qualidade de vida para todos (habitantes e turistas).
    Melhorar o saneamento básico é fundamental e urgente. Nesse segmento, Belém está entre as piores capitais brasileiras, segundo estudo do Instituto Trata Brasil.
    Mais do que ações pontuais, o patrimônio cultural, histórico e artístico de Belém carece de um programa abrangente de restauro, revitalização e requalificação de todo o Centro Histórico, seu entorno, e de algumas edificações fora desse perímetro, que tenham, interesse de preservação também. Há necessidade de que se estabeleçam critérios de prioridade, pois algumas edificações estão em risco de colapso e perda definitiva. O restauro dos imóveis de propriedade privada é da responsabilidade de seus proprietários, mas o poder público precisa intervir tempestivamente na busca ativa pelos responsáveis, para orientá-los sobre a forma de acesso a alternativas de financiamento de fundos e programas de fomento em restauro de bens culturais; e quando for o caso, adotar as medidas judiciais cabíveis.

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