O produtor cultural Jorge André Silva, usou suas redes sociais para denunciar que foi vítima de racismo dentro de um supermercado em Belém. Ele conta que na manhã de segunda-feira (7), um segurança do estabelecimento teria passado entre o carrinho de compras e o seu corpo, num corredor todo vazio, sem nenhuma explicação plausível para o procedimento. Jorge continuou por alguns minutos fazendo suas compras, mas começou a se sentir incomodado com a situação.
De acordo com o produtor cultural, ao questionar diretamente o segurança sobre a razão do ocorrido, foi simplesmente ignorado. Foi então que resolveu ligar para o seu advogado para relatar o caso, e em seguida, proceder com a denúncia.
Filtragem de cor na seleção do suspeitos
A situação pela qual passou Jorge André não é uma exceção, é componente do ambiente marcado pelo racismo estrutural. Esse tipo de postura ameaçadora ocorre todos os dias no país, seja em estabelecimentos, seja nas ruas. Trata-se na verdade de uma violência que muitas vezes não apresenta a visibilidade necessária para ser identificada, a típica abordagem que faz uso de filtragem de cor na seleção do suspeitos, segundo estudiosos no assunto.
Para se ter um exemplo, uma pesquisa encomendada pelo Grupo Carrefour Brasil, em abril do ano passado, avaliou a opinião dos brasileiros sobre o racismo no país. Conforme levantamento, 61% da população disseram ter visto negros sendo discriminados em estabelecimentos comerciais como lojas, shoppings e supermercados. Entre a população preta e parda, o índice aumenta para 71%.
Ver vídeos sobre o assunto no perfil: https://www.facebook.com/jorgewebsilva








