75% da população de Santarém está contaminada por mercúrio do garimpo ilegal, aponta estudo

Uma pesquisa inédita realizada pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) em parceria com a Fiocruz e o WWF Brasil, divulgada pela InfoAmazônia, apresentou contaminação por mercúrio em 75,6% dos habitantes da área urbana de Santarém, cidade no oeste do Pará.

Mesmo distante cerca de 300 quilômetros de áreas de garimpo ilegal no Rio Tapajós, a população de Santarém apresentou alto nível de contaminação por mercúrio, metal pesado tóxico utilizado no garimpo do ouro. A pesquisa apontou o assombroso percentual de 75,6% de pessoas da área com concentração do metal acima do limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Na área rural a situação é bem mais grave, alcançando 90% de intoxicação por mercúrio entre ribeirinhos.

O consumo de pescados do alto e médio rio Tapajós é o provável vetor de contaminação, já que os peixes são afetados pelo uso do mercúrio, e são altamente consumidos pela população. O peixe também é a proteína mais acessível à população neste momento de crise econômica. A situação é mais grave entre as pessoas na faixa etária de 40 a 60 anos, e do sexo masculino.

Heloisa do Nascimento Moura Menezes, pesquisadora do Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde da UFOPA e coordenadora do estudo, informou que todas as pessoas da região com o hábito de comer peixes, estão expostas à contaminação por mercúrio.

Com informações de Casa Ninja Amazônia

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