Foto: Vídeoreprodução G1

Em um evento realizado em Belém (PA) nesta quinta-feira (11), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, defendeu o afrouxamento das leis de proteção ambiental no país, para permitir maior exploração da Amazônia, sob a velha justificativa de “modernização e flexibilização das licenças ambientais”. Mais cedo, o bolsonarista se reuniu com empresários ligados ao agronegócio em Altamira.

Durante os quatro anos do governo Bolsonaro, de 2019 a 2022, o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu desmontar a legislação ambiental e “passar a boiada”. Naquele período, a Amazônia Legal perdeu cerca de 45,6 mil km² de floresta, alta de aproximadamente 54%. O pior ano foi 2021, com 13.038 km², maior taxa desde 2006.

Flávio Bolsonaro também defendeu a reclassificação de facções criminosas como organizações terroristas, medida tomada pelo governo dos EUA, e que pode prejudicar o combate ao crime organizado no Brasil.

Segundo avaliação do promotor Lincoln Gakiya, um dos principais investigadores da facção paulista no país, esse novo enquadramento desloca o tratamento dado às facções da esfera policial para a área de defesa e inteligência dos Estados Unidos, reduzindo a troca direta de informações.

Durante o ato político, também foi feita a oficialização do apoio à pré-candidatura ao Governo do Estado de Daniel Santos (Podemos), e à pré-campanha de Eder Mauro (PL) ao Senado.

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Pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira (10) mostra a liderança do presidente Lula (PT) e queda nas intenções de voto para o candidato bolsonarista, depois da divulgação de que a família Bolsonaro teria recebido R$61 milhões do ex-banqueiro preso, Daniel Vorcaro. No primeiro turno, Lula aparece com 39% e o senador Flávio Bolsonaro está em segundo lugar, com 29%.

Segundo o levantamento, no segundo turno, Lula registra 44% das intenções de voto, enquanto o parlamentar tem 38%.

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