Uma menina de 12 anos morreu depois de ser estuprada por garimpeiros na região de Waikás, na Terra Indígena Yanomami. A denúncia foi feita por Júnior Hekurari Yanomami, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-YY), em vídeo publicado nas suas redes sociais.
Segundo Junior, os garimpeiros invadiram a comunidade e levaram uma mulher e uma adolescente, que foi estuprada. “Recebi a informação hoje (25/04) às 20h01m que uma adolescente de 12 anos foi violentada brutalmente por garimpeiros na região do WAIKAS e, que uma criança de 4 anos que estava com a mesma caiu do barco em que estavam.”
“A tia dela defendeu [a sobrinha]. Quando estava defendendo, os garimpeiros empurram ela em direção ao rio junto com a outra criança. Essa criança se soltou no meio do rio, acho que estava em um barco. Eles invadiram e levaram [a menina] para o barraco dos garimpeiros e a violentaram brutalmente, estupraram essa adolescente. Moradores de lá me disseram que ela morreu. Então, é muito triste, muito triste mesmo”, disse ao G1.
A Polícia Federal, o Ministério Público e o Exército foram comunicados o crime. Confira o vídeo da denúncia.
O garimpo ilegal na TI Yanomami disparou 3.350% entre 2016 e 2021. A consequência direta é o crescimento da malária, da desnutrição infantil, da contaminação por mercúrio e da exploração sexual.
Para os Yanomami, a invasão garimpeira é fruto, principalmente, das escolhas de Jair Bolsonaro (PL). Segundo o documento, a “política do atual governo” é de “incentivo e apoio à atividade, apesar do seu caráter ilegal, produzindo assim a expectativa de regularização da prática”.
“Nós, lideranças, não queremos seus garimpeiros! Nossos animais de caça já acabaram! As crianças já estão sofrendo com doenças de pele e diarreias! Nossos filhos já estão doentes! Bolsonaro, busque seus filhos garimpeiros e os leve de volta!”, diz uma liderança indígena, em trecho da fala destacado no relatório “Yanomami Sob Ataque”.
Com informações do Brasil de Fato.








