Arte e cultura para uma educação transformadora

Professora e escritora Zélia Amador foi uma das homenageadas na Flibe (Foto: Leandro Müller/ Ascom/ Semec/ PMB)

Com o tema “Celebração viva da palavra”, a I Festa Literária de Belém (Flibe) se integra definitivamente ao calendário cultural da Cidade das Mangueiras. O evento, ocorrido em setembro deste ano, foi promovido pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec), para incentivar a leitura e fomentar as diversas manifestações artísticas e culturais. É o compromisso da atual gestão pela democratização do acesso aos livros e da promoção da cultura e da educação de qualidade.

À literatura paraense foi reservado um lugar de destaque. Os escritores Antonio Juraci Siqueira e João de Jesus Paes Loureiro, e as escritoras Zélia Amador de Deus e Heliana Barriga, a embaixadora das Infâncias, receberam homenagens em reconhecimento à inestimável contribuição à arte, cultura e educação.

Autores paraenses

O espaço Mairí Leitora recebeu quase 100 escritores, incluindo servidores da Semec, que participaram com exposição ou lançamento de suas obras, iniciativa de valorização dos autores locais e editores independentes. O Bônus-Livro de R$ 200, mais uma vez investido pela Prefeitura de Belém nos trabalhadores da educação, foi festejado. Antes, houve a concessão do Bônus-Livro, por ocasião da Feira Pan-Amazônica do Livro e Multivozes. A soma de investimento nos dois eventos alcançou R$ 2.824,400.

Balaio cultural

Neste balaio cultural ainda teve 27 atrações artísticas, apresentação de 28 escolas, 32 bate-papos com autores paraenses no Café Literário, 40 obras audiovisuais, 14 atividades entre palestras e mesa-redonda, 21 oficinas de leitura, escrita e expressão e exposições fotográficas. E mais: a boa comida cabocla com a I Mostra de Sabores, atividades com foco na leitura inclusiva e diversas cursos formativos para professores.

Em 2023, a Prefeitura de Belém promete novos investimentos com a realização  da 2ª edição da Flibe e do inédito Congresso Municipal do Livro e da Leitura. ”Essa é a primeira de um série de festas literárias que vamos celebrar em Belém”, ressalta a titular da Semec, Márcia Bittencourt.

Literatura infantil

Em 2022 foi lançado os livros “Mitos e lendas do Residencial Quinta dos Paricás” e “Sophya Gosta de…”, escritos por estudantes das Escolas Municipais Professora Vanda Célia Ferreira de Souza e Sabino Barreto, respectivamente. Mais uma marca da gestão municipal de valorização da produção literária infantil. As obras são resultado do projeto “A leitura do meu lugar”, promovido pelo Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismube) da Semec.

Belém Leitora

Com o tema “Belém, cidade leitora”, o Sismube promoveu, em parceria com a Fundação Cultural do Pará (FCP), o I Seminário Municipal de Bibliotecas de Acesso Público, para fomentar a leitura na cidade. A iniciativa é para tornar Belém uma cidade alfabetizada, leitora e inclusiva, além de democratizar o acesso ao  livro e formar novos leitores.

Sismube na rede

O Sismube atua na rede municipal de educação a partir de três projetos: Bibliotecas Escolares, que permitem o acesso a uma vasta literatura infantojuvenil; “Baú das histórias”; e o de mediação de leitura nas escolas para estimular a leitura, a escrita e a oralidade.

São 130 profissionais entre bibliotecários e professores que participam de formação permanente e desenvolvem projetos como a Ciranda Literária, Ler a Cidade – exposição fotográfica -, Cuíra Literária e outras atividades do Círculo de Cultura, que incluem a preservação de acervo literário.

Texto: Silvia Sales, via Agência Belém

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