“Dezembro é o limite para conclusão da licitação”, afirmou o prefeito Edmilson Rodrigues, em entrevista ao BT+ direto da COP 30, em Dubai. “Estamos concluindo uma licitação, depois de uma crise instalada no sistema de coleta urbana, que por 16 anos destruíram. Cometeu-se um crime contra a limpeza urbana”, afirmou.

Segundo ele, hoje o sistema de coleta e limpeza urbana funciona sem contrato e sem licitação, e o valor a ser pago pela Prefeitura à empresa que administra o Aterro e Marituba é determinado pela Justiça. “Não quero manter essa dinâmica criminosa. O caminho é fazer a licitação”, afirmou Edmilson.

O processo que deveria ter terminado em julho, recebeu uma série de recursos judiciais por parte de empresas. Assim que a licitação for concluída, a Prefeitura de Belém apresentará, dentro de 30 dias, um plano de desativação do Aterro Sanitário de Marituba, para ser apresentado à Justiça, que visa, inclusive, a desativação do espaço.

“O consórcio vencedor inicia uma nova fase. Uma modernização no sistema de coleta urbana, com até 20% de coleta seletiva. Hoje esse número é de apenas 3%. A partir de dezembro, a empresa vencedora começa os trabalhos, com compromisso de investimento em frota nova, em compra de contêineres, em processo de ampliação dos equipamentos, de modo a colocar Belém novamente no eixo”, concluiu o prefeito.

Uso emergencial do Aurá era alternativa diante do fechamento de Marituba

A possibilidade de uso emergencial do Aurá como aterro foi levantada diante da possibilidade de fechamento do Aterro de Marituba, que estava previsto para essa semana. No entanto, na última quarta-feira (29), a Justiça do Pará determinou a  prorrogação das operações de recebimento e tratamento de resíduos sólidos em Marituba a fim de atender à Região Metropolitana de Belém, em caráter emergencial e por prazo certo e determinado de período adicional de até mais 15 meses, ou seja, até a data máxima de 28 de fevereiro de 2025.

 

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