Nas duas últimas semanas, vários pacientes com diarreia, um dos principais sintomas do rotavírus, que costuma acometer a população no período do inverno amazônico, procuraram atendimento em postos de saúde da capital paraense.

A origem dessas doenças, na maioria dos quadros clínicos, se dá através da transmissão via fecal-oral (fezes e boca), por meio da ingestão de água e alimentos contaminados, bem como pela manipulação de objetos que têm a presença do vírus, tais como fralda ou brinquedos contaminados, e também por propagação aérea por aerossóis.

A chefe da Seção de Virologia do Instituto Evandro Chagas, a pesquisadora Luana Soares, esclarece que a rotavirose (doença provocada pelos rotavírus) pode ser prevenida através da administração de vacina em crianças menores de seis meses, estando disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, aplicadas pela via oral em duas doses aos 2 e 4 meses de idade. “Outras formas de prevenção são manter bons hábitos de higiene, tais como a lavagem das mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, antes da amamentação, no momento de manipular ou preparar os alimentos”, destaca.

SINTOMAS
Os sinais e sintomas clássicos do Rotavírus (rotavirose), principalmente na faixa etária dos seis meses aos dois anos, são as ocorrências repentinas de vômitos. Na maioria das vezes, também podem aparecer, junto com os vômitos:

Diarreia com aspecto aquoso, gorduroso e explosivo;
Febre alta.
Podem ocorrer formas leves e subclínicas nos adultos e formas assintomáticas na fase neonatal e durante os quatro primeiros meses de vida. Nas formas graves, o Rotavírus (rotavirose) pode provocar:

Desidratação;
Febre;
Morte.

TRATAMENTO
Como o Rotavírus (rotavirose) geralmente é autolimitado, o paciente deve ser tratado por meio da reposição de líquidos e minerais, para prevenir ou corrigir a desidratação, e manejo nutricional adequado. Em resumo, após a avaliação clínica do paciente, o tratamento adequado deve ser estabelecido conforme o Manejo das Doenças Diarreicas Agudas:

Correção da desidratação e do desequilíbrio eletrolítico (Planos A, B ou C);
Combate à desnutrição;
Uso adequado de medicamentos;
Prevenção das complicações.
Importante: Não é recomendado o uso de antimicrobianos, antidiarreicos e antieméticos.

PREVENÇÃO

  • Lavar sempre as mãos antes e depois de utilizar o banheiro, trocar fraldas, manipular/preparar os alimentos, amamentar, tocar em animais;
  • Lavar e desinfetar as superfícies, utensílios e equipamentos usados na preparação de alimentos;
  • Proteger os alimentos e as áreas da cozinha contra insetos, animais de estimação e outros animais (guardar os alimentos em recipientes fechados);
  • Guardar a água tratada em vasilhas limpas e de boca estreita para evitar a recontaminação;
  • Não utilizar água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados;
  • Ensacar e manter a tampa do lixo sempre fechada. Quando não houver coleta de lixo, este deve ser enterrado;
  • Usar sempre a privada, mas se isso não for possível, enterrar as fezes sempre longe dos cursos de água;
  • Manter o aleitamento materno (aumenta a resistência das crianças contra as diarreias), evitando o desmame precoce. (FONTE: Ministério da Saúde)

Matéria de Diário do Pará, com edição do Ponto de Pauta.

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