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O Governo do Pará anunciou na última quarta-feira (4) , a assinatura de acordo com a Marinha do Brasil no qual o órgão federal militar cede parte do terreno do Batalhão de Operações Ribeirinhas, localizado no bairro da Marambaia, em Belém, para realização de obra de ampliação da Rua da Marinha, via que conecta a Avenida Augusto Montenegro à Avenida Centenário, em Belém.

Apesar do anúncio feito em atmosfera festiva pelo governador, a obra tem preocupado ambientalistas e moradores dos entornos da área, devido a destruição parcial que obra causará em uma das últimas áreas verdes nativas de Belém, o Parque Ecológico Gunnar Vingren.

Governador assinou acordo com a Marinha na quarta-feira, 4 (Agência Pará)

Em meio à crise climática, destruir mais um pedaço do bioma amazônico pode gerar consequências ambientais incertas e, por isso, os moradores do local não apoiam o projeto. “O projeto rasga o parque na transversal, cortando ele no meio. E ainda vai acompanhar o canal e, nesse acompanhamento, ele rasga o canal no outro sentido, como se tivesse fazendo um X. A nossa ideia é que possam encontrar outra alternativa, outras ruas que possam ser utilizadas”, disse ao site ((o))eco o presidente da Associação de Moradores do conjunto Médici I e II- Amme, Alexandre Bastos.

Projeto de ampliação da avenida da Marinha atravessará o Parque ao meio , além de prejudicar a encosta do canal que passa pelas laterais dele (imagem: Agência Marinha de Notícias).

O Parque Ecológico “Gunnar Vingren” possui 38 hectares de floresta nativa, criado pela Lei Municipal em 19 de novembro de 1991, e está localizado nos bairros da Marambaia e Val de Cans, entre os conjuntos habitacionais Presidente Médici, conjunto Bela Vista, Centro de Adestramento da Marinha e avenida Júlio César.

A destruição parcial do Parque Ecológico visando a ampliação de uma via expressa anda na contramão dos objetivos da Cop-30, e, apesar de estar sendo anunciada por Helder Barbalho como uma das obras de preparação ao evento, tem se mostrado mais como uma contradição frontal às suas ideias.

Com informações de ((o))eco e Agência Marinha de Notícias.

36 COMMENTS

  1. De fato, essa obra de ampliação da rua da Marinha, assim como, a construção da av. Liberdade (liberdade para destruir ecossistemas…); são um contra senso com os princípios da COP-30, porque são investimentos expressivos que fomentam um modal de.mobilidade que utiliza combustíveis.fósseis, o que agrava a crise climática.
    Sabe-se lá porque, o MPPA ignora o problema, e até agora, aparentemente, nada fez para averiguar a situação.
    Ademais, penso que, na falta de uma conduta assertiva do MPPA, a PMB deveria provocar uma demanda judicial visando evitar a destruição parcial do Parque Gunnar Vingren.

  2. Isso demonstra claramente que esse governo não passa de um falacioso, quando pousa de ambientalista e tenta implantar projetos que vão de encontro ao discurso fácil. Inclusive seria de bom tom investigar os crimes ambientais que ele é seus familiares e amigos praticam em suas terras pelo estado. É desmatamento, é perseguição a moradores do entorno, são incêndios visando ampliação de áreas. Enfim. Mas como ele tem nas mãos os órgãos que deveriam fiscalizar. Nada acontece.

  3. O atual governador nunca foi e nunca será um defensor da questão ambiental. Deveria estar preocupado com a obra da BR 316, que iniciou no seu primeiro mandato, e pelo que se ver não ficará pronta durante seu governo. Helder Potoca II a missão.

  4. Os verdes de Belém estão desaparecendo e a cidade está com tons de cinzas. Se a COP 30 é pra falar de preservação ambiental, então não temos nada para comemorar, logo a escolha da cidade foi equivocada.

  5. A tal avenida liberdade vai acabar com a paz de várias espécies de animais que vivem na mata da Ceasa com a construção do estacionamento q já está pronto na ceasa q deveria ser público pois foi construído com dinheiro público.mais não.vai ter q pagar para poder utilizar.e a avenida liberdade além de estar dividindo a mata ao meio ainda está acelerando o acertamento do igarapé da Ceasa q futuramente irá secar porque milhares de metros cúbicos de aterro está sendo jogado na sua lateral para ser feito a pista.agora só falta ser cobrado pedágio para poder utilizar a tal avenida (perturbação).
    OQ TUDO ISSO TEM HAVER COM PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.COM CONFERÊNCIA DO CLIMA .CO COP 30 ?????

  6. Esclarecendo ao comentário acima, o MPPA hoje é um puxadinho do governo Barbalho. Assim como são o TCE, o TCM, a Alepa, o TJE e a CMB.

  7. O governo ao construir o novo pronto socorro da Augusto Montenegro também destruiu uma grande área verde com cobertura primária, destruindo um olho d água que tinha ao lado. Destruindo porque ao desmatar, a nascente de água vai secar. Absurdo !, essa nascente fica dentro do conjunto José Homobono.

  8. O governo do estado vai destruir um parque ambiental para construir uma rodovia. Isso é totalmente contra os objetivos oficiais da COP30. Mais um evento ambiental que não vai dar em nada. Pobres das árvores e animais do parque. Pobre da população que não sabe votar.

  9. A cidade precisa de cruzamentos com elevados e não de uma nova avenida.

  10. Concordo plenamente. Abrir os olhos e ver que , novamente, os barbalhos querem ser donos de Belém.

  11. A relação sociedade natureza deve existir, não temos como fugir disso, os próprios conjuntos habitacionais eram matas. Porém, essa relação não deve ser cem por cento predatória.

  12. Eu até entendo um pouco dessa questão, o problema é que a cidade cresceu e continua crescendo; temos que ampliar e criar novas vias de mobilização. Não há como segurar essas áreas, um dia tudo terá de mudar. Os defensores da natureza devem procurar a todos custo, defender e combater o desmatamento da floresta amazônica, a preservação da biodiversidade etc. Fica a pergunta: cadê os recursos do fundo Amazônia??? De uma coisa tenham certeza: dentro de no máximo 50 anos não mais haverá floresta amazônica…

  13. O motivo real deve ser pra construir algum empreendimento utilizando a ampliação como desculpa, víde o shopping na avenida independência, condomínios comerciais e outras moradias. Na década de 90, o ar limpo, temperatura amena, pela manhã nevoeiro e fauna ( macacos, preguiça, cobras) era muito mais presentes naquela área.

  14. Por isso a população tem que lutar contra. senado e governo nas mãos dos mesmos, a prefeitura tem que ser a barreira contra essa organização.

  15. Dizer que isso é um crime é ser redundante. Pararalelo a Cop 30 poderia se pensar em organizar protestos contra este governo demagógico e hipócrita que, diz se preocupar com questões ambientais mas seus feitos falam por si.

  16. Sempre levo minha esposa pela rua da marinha e sempre falo q agente sente o frio w vem da mata e q se um dia tirassem isso ia esquentar muito,pois os moradores q vivem de frente da mata a ksa deles deve ser bem fria já q qndo andamos na rua sentimos o frio.
    Eu tbm não concordo com isso, porém td é política e jogo de interesses.

  17. Existe algum grupo de ambientalistas ativistas em Belém? Desejo contribuir de alguma forma para protestar contra esse projeto

  18. Se a cop 30 é pra falar do meio ambiental, pra que destruir o meio ambiente ?! Sem contar que existe uma vida animal ali….. Que idiotice…. Ao invés de dar uma estrutura verde vai dá uma estrutura cinza !

  19. O cara é cheio de fazendas com gado, o que gera toneladas de gases que aumentam a crise climática. É de se esperar mais incoerências desse tipo. Cop 30 será uma piada aqui.

  20. É comum ouvirmos o desejo por mais áreas verdes, florestas exuberantes e menos urbanização. No entanto, proponho uma reflexão mais profunda: para que isso fosse plenamente viável, estaríamos dispostos a abdicar de nossas moradias, plantar árvores em seu lugar, renunciar ao consumo de alimentos, vestuário e até à nossa própria respiração? E ao final, compostarmo-nos após a morte, sem deixar qualquer impacto? É um convite a ponderar as complexidades de nossas escolhas e o equilíbrio entre o progresso humano e a preservação ambiental.

  21. Os barbalho são inimigos do Pará e destroem o meio ambiente assim como em Ananindeua que não existe áreas verdes e só concreto e asfalto .

  22. Há de haver um remédio que queime essa doença crônica que é essa família barbalho, chega gente, chega , pq nós população damos poder a um ser como esse

  23. Lamentável isso…pior é o cara ficar fazendo pose, e elegendo toda a família…acorda Pará.

  24. Vamos preservar o verde, Belém como Metrópole da Amazônia, o só quer aparecer na mídia com grandes obras, sim a cidade precisa destes investimentos,mas é preciso uma consciência ambiental melhor, no sentido de manter nossos recursos hídricos e ambiental. O que se ver é destruição do que ainda temos.Depois não vamos chorar pela falta de água igual em São Paulo.

  25. todos andam de mãos dadas em prol do enriquecimento. o Ser humano está no rumo de sua própria extinção

  26. Pior q ação judicial contra o governo nunca eh ganha, eles sempre se dão bem

  27. Eu como Amazônidas de Belém do Pará, sou contra a destruição de uma das pouquíssimas áreas verdes da capital, pois, de certo, existem outras alternativas, ao invés de devastar o Parque Ecológico GUNNAR VINGREN, pois será um massacre a nossa floresta, e que poderá caracterizar crime ambiental, bem como, está na contra mão do objetivo da COP 30, a qual reunirá várias Nações do mundo, a tomar medidas emergenciais de proteção ao meio ambiente e à Amazônia, em decorrência da crise climática de aquecimento global.
    Ana Maria Magalhães
    Servidora Pública.

  28. Mais um motivo para convocar a população a derrubar desse projeto biopata de helder. Temos que sair às ruas e demonstrar nossa insatisfação contra essa obra e a outra que rasga o parque do utinga que nada mais é para atender demandas eleitoreiras futuras da família do governador.

  29. Bem barbalho na essência, fala uma coisa e na prática é outra, acabando com as florestas, falando em preservação do meio ambiente, destruiu também a mata para construir a rodovia liberdade. hipócrita né??

  30. Vocês já ouviram falar sobre as CASAS FAMILIARES RURAIS DO ESTADO DO PARÁ??? Então o governador Helder Barbalho juntamente com secretário escolar do estado, o Rosseli Soares fizeram repasse da primeira parcela do termo formento 043/2023 que mantia as escolas de alternância no nosso estado, para o início do primeiro semestre, esse recurso que é são direcionado para escola técnica em 25 unidade do nosso estado, projeto que beneficiar 100 % o homem do campo e que também não deixar de fazer parte dos projetos que envolve a COP-30. Pra tristeza de mais de 250 colaboradores e mais de 2.500 alunos a 4 meses estão com os recurso da segunda parcela do termo formento 043/2023 atrasado, só porque é um projeto realizado por representantes do PT. Agora me diz, como que pode um projeto que pro povo do campo, não ser dado a devida importância só porque foi feito por representantes de um partido! Isso e calamidade, uma tristeza tão grande eu não digo nem pelo profissionais, mas pelos os alunos que estão sendo prejudicado por essa maldade do governo do estado do Pará.

  31. Eles estão acostumados a cometer crimes ambientais, procurem saber os danos que a construção do Pronto Socorro da Augusto Montenegro causou ao entorno da área em que foi construído!

  32. Está ficando difícil, as pessoas conviver com estas obras fiquiticias do BRT q só trazem transtorno para população e que nunca vai acabar, agora vão começar a destruir a rua da marinha, na realidade o q precisa ser feito é totalmente abandonado, tem uma boa parte da população q realmente preocupa-se com a cidade q está fotografando toda máscara feita em Belém e preparando para jogar tudo na cara destes burocratas na Cop 30, em frente aos hotéis, em salinas e todos os lugares q ficarem alojados, o brasileiro paraense ficou inteligente.😎

  33. Creio que o objetivo do projeto é melhorar a mobilidade urbana da cidade e isso é um legado importantíssimo para os moradores da cidade. Implementar uma via expressa passando pelo parque é polêmico, visto que hoje em dia os ambientalistas abandonaram o conceito de desenvolvimento sustentável e abraçaram a ideia hipócrita de que nada da natureza pode ser tocado. Na minha opinião, dependendo do projeto a ser licenciado, pode-se conciliar a melhoria da mobilidade urbana com a preservação ambiental. O parque municipal carece de investimentos da prefeitura para oferecer acesso à população de lazer e contemplação da natureza. Quem sabe não seja uma oportunidade. Quanto a falácia de que construir uma estrada seria igual a aumentar a queima de combustível fóssil, essa aí nem deveria ser levada a sério, pois estrada são e serão necessárias, mesmo quando toda a frota for substituída por veículos elétricos, por exemplo.

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