O Bora Belém, programa de transferência de renda da Prefeitura, está com quatro meses sem receber a contrapartida do governo do Pará, que é prevista em convênio firmado com o município. Criado pelo prefeito Edmilson Rodrigues assim que tomou posse, em 2021, o Bora Belém beneficia hoje mais de 80 mil pessoas de baixa renda da capital paraense com uma renda mínima.
São R$ 10 milhões, referentes a parcelas atrasadas pelo Estado desde maio deste ano. O convênio prevê o investimento mensal de recursos pela Prefeitura, enquanto a gestão estadual garante o aporte da outra metade. Com o atraso, o município vem cobrindo o valor, para garantir o pagamento aos beneficiários e não penalizar as famílias que dependem do recurso para sobreviver.
Segundo apurado junto à direção da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), responsável pelo gerenciamento do Bora Belém, o convênio vigente para manutenção do programa, que está no terceiro termo aditivo, prevê o aporte de R$ 30 milhões do Estado, no período de 12 meses (entre dezembro de 2023 e dezembro deste ano). Desses, foram pagos apenas os meses de janeiro a abril. Os atrasos começaram a partir de maio. A parcela de setembro também não foi repassada.







