Prefeito Edmilson acompanhado do seu Secretariado e apoiadores votou em São Brás. Foto: Divulgação 

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, deu um recado firme contra o fascismo ao votar na manhã deste domingo, 27, na Escola Estadual Augusto Meira, seu local de votação. “Combati a ditadura”, relembrou, reafirmando sua trajetória de luta pela democracia. Edmilson chegou acompanhado do vice-prefeito, Edilson Moura, e de seus apoiadores. O prefeito votou por volta das 9h20 da manhã. Após votar, ele falou sobre as obras que irá inaugurar até o final da gestão, o que foi entregue e o que dependerá de continuidade.

“A minha expectativa é que no Brasil todo o fascismo seja derrotado ainda que a realidade mostre uma grande força dessa presença autoritária. Aqui, em Belém, temos a chance de derrotar o fascismo. A minha história é de luta contra a ditadura, é em defesa da democracia”, destacou. “Vim exercer o meu direito democrático (de votar) para afirmar a necessidade que o Brasil se mantenha no estado de direito democrático e Belém faz parte dessa dinâmica. Não haverá melhor resultado aqui. Haverá em São Paulo se o Boulos (PSOL) ganhar e em Fortaleza se o PT (Evandro Leitão) ganhar”, concluiu. “A extrema-direita não está brincando, já governou o país, felizmente derrotamos uma vez, mas eles estão criando as condições para voltar em 2026. Esta eleição e a minha posição anti-facista é também porque quero ver o Lula reeleito presidente do Brasil, quero ver os avanços no combate à fome, na diminuição das desigualdades sociais”.

As obras que serão entregues e as que precisarão de continuidade

Após votar, o prefeito falou à imprensa sobre as importantes obras que sua gestão entregará até o final do ano, incluindo o novo Mercado de São Brás, que será inaugurado no próximo dia 13 de novembro, parte da reforma do Ver-o-Peso e cerca de 200 ruas que receberam infraestrutura de drenagem e pavimentação. Ele destacou ainda a restauração de patrimônios históricos, como o Palácio Antônio Lemos e o Palacete Pinho, a reforma de 100 unidades de ensino e o reconhecimento de Belém como cidade livre do analfabetismo, com 98% de alfabetização.

“Pegamos uma cidade destruída e endividada, em meio à pandemia. O prefeito que entrar, seja um fascista ou de uma oligarquia familiar, vai pegar uma cidade financeiramente equilibrada”.

Já sobre as obras em andamento que possuem recursos garantidos e que precisarão de continuidade, Edmilson Rodrigues citou a duplicação da Estrada Nova, a macrodrenagem da Bacia do Mata Fome, o Parque Urbano São Joaquim e a primeira frota própria de ônibus que possibilitará até a redução da tarifa. “O sonho nosso de ter a Estrada Nova 100% duplicada já está garantido com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e R$ 192 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal). No Mata Fome, onde residem 150 mil pessoas humildes, são R$ 300 milhões de recursos disponíveis do Fonplata (Fundo para o Desenvolvimento da Bacia do Prata) sendo investidos atualmente em 41 obras de drenagem e urbanização de vias, e tem mais de R$ 133 milhões do PAC. No São Joaquim, a obra está iniciada, com R$ 165 milhões depositados pela Itaipu Binacional. É uma obra grande com a ordem de serviço assinada há poucos meses e projeto executivo sendo desenvolvido. O próximo prefeito vai pegar quase R$ 160 milhões com obra em andamento. E sobre a frota própria de ônibus, a compra de 213 ônibus incluindo 30 elétricos contam com recursos totais de R$ 233,5 milhões, sendo R$ 100 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e R$ 133,5 milhões do PAC”.

Edmilson ressaltou que os recursos federais foram conseguidos por meio da relação pessoal com o presidente Lula e, portanto, o seu sucessor terá muitos recursos para administrar. “Belém é outra cidade hoje, é uma cidade totalmente preparada para receber os maiores eventos do mundo, incluindo a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, a COP 30, em 2025. Será a mais bonita COP da história”.

1 COMMENT

  1. A população de Belém terá que exigir do novo prefeito a continuidade das obras iniciadas por Edmilson Rodrigues (rejeitado pelos analfabetos políticos, o que inviabilizou a sua reeleição).
    É uma temeridade imaginar tantos recursos financeiros sob o comando da nova gestão. A sociedade civil terá que exercer um rigoroso controle social, uma vez que não são muito confiáveis uma parte dos servidores das instituições públicas de fiscalização e controle do poder executivo.
    Afinal, o “Imperador do Pará” conseguiu cooptar quase tudo.

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