Foto: Reprodução 

Parodiando o ex-ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, em reunião ministerial sobre colocar uma “granada no bolso” do servidor público, em Belém, o funcionalismo deverá fechar o ano com cheiro de pólvora.

É que a Câmara Municipal de Belém, dominada pelo MDB e partidos aliados do prefeito eleito Igor Normando (MDB), deverá colocar em votação, no início desta semana, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 23/11/2020 que dispõe sobre o aumento do valor do desconto previdenciário dos servidores do município, que poderá passar dos atuais 11% para 14%, caso seja aprovado.

O projeto em questão foi apresentado pelo ex-prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB), no final de 2020, mas teve a votação suspensa pelo prefeito Edmilson Rodrigues (Psol) durante os últimos quase 4 anos, honrando o compromisso feito com a categoria para evitar o aumento da contribuição previdenciária.

Agora, o projeto deverá ser desenterrado e colocado em pauta com urgência pelo presidente da Câmara, John Wayne (MDB), que também foi autor do projeto que aumentou o salário do futuro prefeito e dos vereadores, em votação relâmpago que durou 3 minutos, no mês de outubro.

Igor Normando conta com maioria na Câmara, entre vereadores do MDB e de partidos aliados, para aprovar o projeto.

Na semana passada, ao tomar conhecimento da possível votação, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol), antecipou a sua decisão de vetar. “Se enviarem para a minha sanção, já sabem que eu não vou assinar. A informação que tenho é que irão aprovar agora, em novembro ainda, mas se for (votado) em 15 de dezembro, irá ficar para o novo prefeito assumir o ônus dessa maldade com o servidor”, disse Edmilson.

Deixe um comentário