Fotomontagem: Ponto de Pauta
O famigerado projeto do governo Helder Barbalho, que pretendia substituir professores do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME) por televisores, com a implantação do Centro de Mídia do Estudo do Pará (CEMEP) nas escolas das comunidades rurais e ilhas do estado, sofreu uma derrota nesta terça-feira (3).
Sob pressão de professores, pais e alunos, que protestaram contra o projeto em diversas regiões do Estado, o Chefe da Casa Civil, Luiziel Guedes, recebeu representantes das comunidades, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) e Fórum Estadual de Educação do Campo, das Águas e das Florestas, junto a parlamentares na Assembleia Legislativa, e afirmou que o Governo não vai mais dar sequência a essa política e que manterá as matrículas para 2025.
O recuo também foi fruto do grande desgaste que a proposta vinha provocando no governo, que termia ser cobrado em pleno ano de 2025, quando será realizada a COP 30, em Belém.
O coordenador estadual do Sintepp, Beto Andrade, comemorou a decisão e parabenizou professores e comunidades pela mobilização, agradecendo aos parlamentares que apoiaram o movimento, como as deputadas Lívia Duarte (Psol), Maria do Carmo (PT), e o deputado Dirceu Ten Caten (PT). ” Quando nós nos movimentamos e não aceitamos calados as imposições e ataques que o governo tem feito, nós conseguimos garantir direitos”.
A deputada Lívia Duarte alertou que é preciso continuar vigilante ” para que seja permanente o ganho anunciado hoje”. Para a vereadora Marinor Brito (Psol), foi “um grande e poderoso ato político por todo o Pará, fazendo com que o governo do Estado voltasse atrás e recuasse das decisões tomadas até agora”.








