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Quase um mês depois de uma promessa pública do prefeito Igor Normando (MDB), moradores do bairro do Tapanã, em Belém, voltaram a ter casas invadidas pela água durante as fortes chuvas dos últimos dias. Segundo os moradores, o nível da água passou de um metro em algumas residências, chegando a entrar pelas janelas.
A situação ocorre mesmo após a Prefeitura de Belém decretar situação de emergência, no dia 20 de abril, depois das chuvas intensas que atingiram a capital paraense. O decreto autorizou contratações diretas, sem licitação, com o objetivo de acelerar a compra de bens e serviços essenciais para resposta imediata, como insumos e obras de infraestrutura.
Apesar disso, até o momento, a gestão municipal não apresentou detalhamento público dos gastos, nem divulgou contratos, valores executados ou prestação de contas sobre a aplicação dos recursos emergenciais.
A crítica foi feita pela vereadora Marinor Brito (PSOL), por meio das redes sociais. Ela lembrou que, após os alagamentos de abril, a Prefeitura prometeu a macrodrenagem da Bacia do Mata Fome e a recuperação de 40 ruas do Tapanã. Mas, diante das novas chuvas, a parlamentar afirmou que a realidade das famílias continua a mesma.
“A água não esperou”, escreveu Marinor, ao cobrar transparência e efetividade das ações da Prefeitura.
Governo Federa liberou mais de R$ 5,5 milhões para assistência humanitária
Além da situação de emergência decretada pelo município, Belém também teve o reconhecimento federal de emergência publicado no Diário Oficial da União, em 21 de abril. Dois dias depois, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) aprovou um plano de trabalho no valor de R$ 5,5 milhões para assistência humanitária à população atingida pelas chuvas.

Segundo o MIDR, os recursos podem ser usados na compra de cestas básicas, kits de limpeza, higiene e dormitório, colchões, combustível, equipamentos de proteção individual e outros itens necessários ao atendimento das famílias afetadas. O município de Ananindeua, também atingido pelas chuvas, teve aprovado um plano de R$ 2,2 milhões para ações de resposta.
Na ocasião, o governo federal também enviou uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) ao Pará para orientar prefeituras e defesas civis locais na elaboração de planos de trabalho e no atendimento pós-desastre.
O problema é que, para os moradores do Tapanã e de diversos bairros de Belém, a emergência não terminou com a publicação dos decretos nem com a liberação de recursos. As famílias seguem convivendo com alagamentos, perdas materiais, insegurança e a sensação de abandono diante da falta de respostas concretas.








