Estudantes da rede municipal têm formação integral e integrada. Fotos: Ascom Semec

A Prefeitura de Belém conquista mais um título importante de reconhecimento à gestão da educação de qualidade e práticas inclusivas. O Ministério da Educação concedeu o “Selo Ouro Criança Alfabetizada” à Secretaria Municipal de Educação (Semec), que alcançou 90 pontos, dos 100 exigidos de acordo com o edital de convocação para a concessão da honraria, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Programa Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, regulamentado pelo Decreto nº 11.556/2023, que reafirma o papel da educação básica na transformação social.

O resultado foi divulgado nesta quinta-feira, 5, e a cerimônia oficial de entrega do Selo ocorrerá em Brasília, em data ainda a ser definida.

Reconhecimento

Essa iniciativa do Ministério da Educação reconhece o trabalho das secretarias de Educação na alfabetização das crianças brasileiras, celebrando os avanços alcançados ao longo do ano.

“Para nós é motivo de orgulho receber tão honroso reconhecimento, uma vitória de toda a nossa equipe da rede municipal de ensino e, sobretudo, do compromisso do prefeito Edmilson Rodrigues com a formação integral das nossas crianças, a partir de uma educação de qualidade, inclusiva e diversa atendendo crianças, jovens, idosos, nossos estudantes com deficiência e também os nossos irmãos indígenas, imigrantes e refugiados”, destaca a secretária municipal de Educação, Araceli Lemos.

Compromisso prioritário

A diretora de Educação da Semec, Jaqueline Rodrigues, que também acompanha os projetos e ações desenvolvidas nas 206 unidades educativas que compõem a rede municipal de educação, ressalta que o Selo Ouro é resultado do trabalho coletivo das coordenações da Diretoria de Educação e da dedicação de toda a comunidade escolar.

“Ele reflete o nosso compromisso prioritário com a Educação, tendo a alfabetização como base do processo formativo de nossos estudantes, levando em consideração também as suas especificidades, seja ele indígena, imigrante, surdo ou ainda jovem ou idoso”, completa.

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Comissão

Uma comissão técnica, composta pelos articuladores nacionais e regionais da Renalfa (Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização), foi incumbida de analisar documentos, projetos e ações das secretarias de Educação. Outra comissão gestora do selo foi estabelecida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação.

Dentre os objetivos do Selo Criança Alfabetizada está o estímulo à adoção de políticas públicas de gestão da educação comprometidas com o cumprimento das metas de redução de desigualdades estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE).

As práticas de alfabetização premiadas nacionalmente

Movimento Alfabetiza Belém – O resgate da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliando seu alcance e adicionando o “I” de idosos à sigla, extrapolou o simbolismo. A modalidade é Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai), incluindo assim uma parcela da população das mais fragilizadas e destituídas de direitos educacionais. O resultado foi o reconhecimento, pelo Ministério da Educação, do Movimento Alfabetiza Belém (Mova), que tornou a cidade livre do analfabetismo, ao alcançar 97,6% da população alfabetizada.

Educação antirracista – O projeto “Escolas Antirracistas” teve a adesão de 60 unidades de ensino, sob a responsabilidade da Coordenadoria de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Coderer). Nesta primeira etapa, 33 escolas receberam o Selo “Zélia Amador de Deus”, em reconhecimento às práticas de educação antirracistas consolidadas no currículo da unidade.

Educação bilíngue – Também foi inaugurada a primeira escola pólo de educação bilíngue para surdos. Ela já funciona desde fevereiro deste ano, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Walter Leite Caminha, no bairro do Mangueirão.

Ciência e tecnologia também presentes na educação

Atendimento a estudantes indígenas é ampliado

A rede municipal ampliou o atendimento aos estudantes indígenas matriculados em 35 escolas. Em 2022 eram atendidos 227 estudantes; em 2024 o atendimento passou para 253. Para garantir políticas de reconhecimento e de inclusão foi criada em 2021, a Coordenação de Educação Escolar de Indígenas, Imigrantes e Refugiados (Ceiir).

Esperançar: formação continuada

Em parceria com a UFPA e outras universidades, o projeto “Esperançar na formação docente: construindo escolas humanizadoras” alcançou 500 profissionais, entre professores e coordenadores. Com o Ministério Público do Pará, o projeto promoveu cursos formativos sobre a cultura da paz no contexto escolar.

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