Professores da rede estadual de ensino do Pará decidiram, por unanimidade, deflagrar greve por tempo indeterminado no Estado, a partir do dia 23 de janeiro. Os servidores garantem que não entrarão nas salas de aula para dar início ao ano letivo, previsto para o próximo dia 27 de janeiro.
A votação, ocorrida na manhã desta quinta-feira (16), lotou o ginásio do Sindicato dos Bancários, onde várias faixas foram penduradas com mensagens de protesto contra o governo. “Helder, o exterminador da educação pública”, “Helder/Rossiele: persona non grata”, diziam algumas delas.
Os educadores exigem o fim dos ataques à educação pública e a revogação imediata da lei 10820/2024, de autoria do governador Helder Barbalho (MDB), aprovada a toque de caixa na Assembleia Legislativa (ALEPA) no final de dezembro de 2024, sem qualquer diálogo com a categoria.
Para o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp), a nova lei representa um duro golpe contra os trabalhadores em educação, extinguindo a atual Estatuto do Magistério e alterando pontos que dizem respeito à folha de pagamento dos professores, como carga horária, gratificações e Plano de Carreira.
O Sindicato também pressiona pela demissão do secretário de Educação Rossieli Soares, a quem classifica de inimigo da educação e um dos principais responsáveis pela desestruturação da carreira do magistério do Pará.
Em reunião ocorrida no dia 6 de janeiro, na Secretaria de Educação do Estado (SEDUC), com a presença do secretário Rossieli, o Sindicato apresentou ao governo a posição pela revogação da Lei, no entanto, a proposta foi rejeitada. Conforme a nota divulgada pelo Sintepp após o encontro, o governo teria se limitado a fazer algumas adequações em aspectos que passam por regulamentações posteriores, o que frustrou as possibilidades de avanços nas negociações.
A partir da próxima semana, a categoria fará visitas às escolas para informar a comunidade escolar sobre a decisão de paralisar as atividades.








