Foto: Agência Belém

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro da Sacramenta, em Belém, enfrenta graves dificuldades devido à escassez de materiais básicos, como esparadrapos, soro, gazes e outros insumos médicos. Os pacientes têm sido obrigados a comprar seus próprios itens para receber atendimento, sobrecarregando financeiramente famílias já vulneráveis.

Relato de quem vive o problema

Uma moradora da região denunciou a situação após sua mãe precisar de cuidados na unidade (veja o vídeo abaixo). “Estou aqui na UPA da Sacramenta, onde minha mãe está internada. Tive que trazer esparadrapo, soro… Toda semana é um gasto exorbitante com material. A população precisa saber e não ficar calada, porque a situação é muito grave”, desabafou.

Promessas não cumpridas e privatização

Na campanha eleitoral, o então candidato Igor Normando (MDB) prometeu priorizar a saúde pública, mas ao contrário, nos últimos meses a situação só vem se agravando. Em uma medida bastante criticada, no fim de maio, a prefeitura, por meio do secretário municipal de Saúde, Rômulo Simão Nina Ribeiro, autorizou a transferência da gestão das UPAs da Sacramenta, Marambaia e Icoaraci para Organizações Sociais (OS) privadas.

A portaria, publicada no dia 27 de maio, formaliza o modelo de gestão, criticada por priorizar interesses econômicos em vez da melhoria dos serviços. Enquanto isso, a população sofre com a precarização e cobrança velada por insumos que deveriam ser fornecidos pelo poder público.

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