Foto: João Paulo Guimarães/Embaixada dos Povos/Pororoka
Neste domingo de protestos pelo Brasil, comunidades de pescadores do Marajó navegaram juntas pelo Rio Jubim para se manifestarem contra a exploração de petróleo na foz do Amazonas.
O gesto é simbólico, mas a ameaça é real: a exploração coloca em risco os ecossistemas marinhos e os estoques pesqueiros dos quais dependem para sobreviver. Um vazamento ou a simples presença da indústria petrolífera poderia comprometer a qualidade da água, afastar os peixes e destruir modos de vida tradicionais construídos ao longo de gerações.
Para quem vive da pesca, a abertura dessa nova fronteira de exploração representa não apenas uma crise ambiental, mas também uma ameaça existencial à segurança alimentar e econômica da comunidade.
A ação faz parte da campanha global Delimite (Draw the Line), que conecta mais de 250 ações em mais de 100 países, em uma grande demonstração de força, resistência e esperança por justiça climática.
No Brasil, o Delimite é realizado em parceria com a Rede de Trabalho Amazônico, Coletivo Pororoka, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, 350.org, Climainfo, Observatório do Marajó, com os pescadores artesanais da comunidade de Jubim, na Ilha do Marajó e a campanha “A Resposta Somos Nós”, que une o movimento indígena, comunidades ribeirinhas e quilombolas, bem como a sociedade civil.
Texto: @segueapororoka








