Foto: Divulgação da II Mostra Pan-Amazônica de Cinema
Levar para a tela do cinema um panorama de perspectivas que compõem a pluralidade da Amazônia é o objetivo da II Mostra Pan-Amazônica de Cinema que será realizada em Belém, de 11 a 16 de novembro, no Cine Líbero Luxardo. Serão 12 curtas e 8 longas-metragens com temáticas diversificadas.
A ideia é trazer o maior número de representantes possível dos nove estados brasileiros que compõem a Amazônia Legal e dos sete países que fazem parte do bioma. Alguns dos filmes estrangeiros serão exibidos pela primeira vez no Brasil, como é o caso de La Fortaleza, da Venezuela.
A programação abre no dia 11 de novembro com dois filmes paraenses. O premiado curta “Boiuna”, de Adriana de Faria, ganhador de três Kikitos no Festival de Gramado deste ano: Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Fotografia e o longa “Não haverá mais história sem nós”, de Priscila Brasil. Além dos filmes, a programação da II Mostra Pan-Amazônica de Cinema conta com duas mesas de debates.
“De Matinta à Boiúna: o imaginário amazônico no cinema” , com Fernando Segtowick, Adriana de Faria e participação do poeta João de Jesus Paes Loureiro, com mediação de Jorane Castro. O outro debate vai trazer “Experiências de formação e de vida em torno dos filmes e dos seus processos”. O jornalista Ismael Machado vai falar sobre o caso do filme Flashdance TF, e a cineasta Zienhe Castro, sobre o projeto Primeiro Olhar, a mediação desse debate é de Gustavo Soranz, um dos curadores da Mostra.
A programação conta ainda com a exibição de filmes inéditos no Brasil como La Fortaleza, da Venezuela, entre outros longas de origens dos países que compõem a Amazônia, uma marca do evento. Para um dos curadores da II Mostra, Bruno Vilella, a ideia foi trabalhar com as produções da cadeia produtiva para a Amazônia, nada de fora, sobretudo entendendo que o cinema produzido hoje é um cinema muito mais reflexivo, decolonial.
“Deixamos de produzir aquele cinema distante ou até de negação das questões culturais da Amazônia. Antes a gente via muito esse tipo de produção. Por isso, para a mostra escolhemos filmes que refletem outras formas de viver, pensar e sentir a Amazônia”, explica.








