Foto: Mácio Ferreira
Às vésperas da COP30, o pronto atendimento do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Município de Belém (IASB) foi fechado sem qualquer aviso prévio. Nem os trabalhadores do órgão foram informados, e servidores que dependem do atendimento ficaram completamente desassistidos. A justificativa apresentada pela gestão é a de que o prédio passará por reformas, mas circularam informações de que o espaço poderá ser entregue à iniciativa privada.
O episódio não é isolado. Desde o início do mandato, Igor Normando (MDB) vem aplicando uma política acelerada de privatizações e concessões do patrimônio público sem transparência e sem diálogo com a sociedade e servidores. Foi assim na entrega do Palacete Pinho a uma empresa privada sem licitação nem consulta, e na tentativa de privatização do Hospital e Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM da 14), que tem sido alvo de protestos dos servidores e movimentos sociais.
Essas decisões, tomadas sempre de forma unilateral, compõem o que se tornou uma marca da gestão: uma lógica autoritária, avessa ao debate público, que despreza a participação social e fragiliza o controle democrático sobre o uso do dinheiro e do patrimônio da cidade.
A falta de explicações sobre o fechamento do IASB reforça a sensação de que o governo age de costas para os servidores e para a população, tratando serviços públicos essenciais como se fossem propriedade pessoal da chefia do Executivo. Se confirmada a entrega do IASB à iniciativa privada, será mais um capítulo de um projeto político que desmonta estruturas públicas, dilapida patrimônio comum e restringe direitos.








