Foto: Marco Santos / Ag. Pará
Usuários do transporte público da Região Metropolitana de Belém enfrentam mudanças profundas a partir desta semana com o encerramento das linhas de ônibus da SETRANSBEL que operavam pela Avenida Almirante Barroso, um dos principais eixos viários da capital. A alteração marca a operação total do BRT Amazônia no atendimento aos municípios de Ananindeua e Marituba.
Com a mudança, empresas como Autoviária Paraense, Vialoc, Barata, entre outras integrantes da SETRANSBEL, deixaram de operar todas as linhas que utilizavam a Almirante Barroso, permanecendo apenas aquelas que seguem pela Avenida Mário Covas. As rotas da SETRANSBEL passam agora a se concentrar exclusivamente nos corredores da Avenida Pedro Álvares Cabral e da Rodovia Augusto Montenegro.
A reconfiguração do sistema altera completamente a lógica de deslocamento para quem precisa acessar áreas centrais de Belém, como São Brás, Presidente Vargas, Ver-o-Peso, UFPA e Praça da Bandeira. A partir de agora, o trajeto exige integração obrigatória: o passageiro deve utilizar uma linha alimentadora do bairro até os Terminais de Ananindeua ou Marituba, onde é necessário embarcar em um dos ônibus troncais do BRT Metropolitano, nas modalidades Expresso ou Parador.
Segundo o novo modelo operacional, os ônibus do BRT Metropolitano são os únicos autorizados a acessar o eixo da Almirante Barroso, substituindo integralmente as antigas linhas diretas que atendiam bairros e cidades da região metropolitana.
Outro ponto que tem gerado impacto imediato entre os usuários é a mudança no meio de pagamento. O Vale Digital não é aceito nos ônibus do sistema BRT Metropolitano. Para utilizar os novos veículos, tornou-se obrigatória a adoção do Cartão Pra Já, que deve ser solicitado pelo trabalhador à empresa empregadora, seguindo procedimento semelhante ao da emissão do vale-transporte tradicional.
As mudanças representam uma transformação no transporte metropolitano, mas também levantam questionamentos sobre adaptação, acessibilidade e impacto no cotidiano de milhares de trabalhadores e estudantes que utilizavam as linhas extintas.








