Mobilização reúne diversas categorias do funcionalismo municipal contra o pacote de maldades de Igor Normando. Foto: Reprodução

Servidores públicos municipais de Belém realizam um ato unificado nesta quarta-feira, 21 de janeiro, no bairro de São Brás, ao lado da Escola Benvinda de França Messias. A mobilização reúne trabalhadores e trabalhadoras de diferentes categorias para denunciar os ataques promovidos pela gestão Igor Normando (MDB) aos direitos do funcionalismo e à qualidade dos serviços públicos oferecidos à população.

No centro do protesto está o chamado “pacote de maldades”, conjunto de projetos aprovados em dezembro pela Câmara Municipal, que altera regras históricas do serviço público, precariza carreiras, amplia perdas salariais e retira garantias dos servidores. Embora os efeitos dessas leis estejam temporariamente suspensos por decisão judicial liminar, as entidades alertam que a ameaça permanece, já que a Prefeitura deve tentar reverter a decisão na Justiça.

Além das mudanças estatutárias, o ato também denuncia o não pagamento integral do Incentivo Financeiro Adicional (IFA) aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). Segundo os trabalhadores, o repasse da União já foi realizado ao município, mas os valores não foram pagos corretamente aos profissionais, que estão na linha de frente do SUS e do cuidado básico nos territórios.

A mobilização desta quarta-feira se soma às decisões recentes de greve e estado de greve em diversas categorias, como educação, assistência social e saúde, indicando um processo crescente de unificação das lutas contra a política adotada pela gestão municipal. A pauta vai além de reivindicações corporativas: trata-se da defesa do serviço público, do SUS, da educação e da assistência social diante do avanço de um modelo que prioriza cortes, terceirizações e retirada de direitos.

A pressão nas ruas será fundamental para barrar retrocessos e garantir o respeito aos trabalhadores e à população de Belém.

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