Foto: Eliseu Dias/Seduc

Mais de 4 mil profissionais da rede estadual de ensino do Pará, surpreendidos pelo encerramento de seus contratos ao fim do ano letivo de 2025, completam quase trinta dias sem o recebimento de suas verbas rescisórias. O atraso mergulha a categoria em um cenário de desamparo e angústia financeira.

As dispensas, que atingiram majoritariamente professores, mas também auxiliares operacionais e educacionais, além de assistentes de gestão governamental, foram publicadas no Diário Oficial do Estado em 30 de dezembro. A medida ocorreu em um momento crítico para a educação paraense, que já lida com escassez de docentes e turmas superlotadas.

O impacto imediato recai sobre a subsistência dos ex-servidores. Relatos indicam que a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) ainda não efetuou o pagamento dos direitos trabalhistas, deixando milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A ausência de comunicação oficial por parte da SEDUC agrava a ansiedade. Embora houvesse a expectativa de que os valores fossem creditados nesta sexta-feira (30), informações extraoficiais obtidas junto à secretaria indicam que o pagamento pode ser adiado para o final de fevereiro. A falta de um cronograma formal é o principal ponto de indignação da categoria.

“Nos sentimos abandonados”, desabafa um grupo de professores que preferiu manter o anonimato. “A maioria de nós mora de aluguel, tem filhos e contas fixas como energia e alimentação, além de boletos já vencidos. Estamos em estado de desespero”, relatam.

“Gostaríamos de uma resposta do governo. A SEDUC não repassa nenhum tipo de informação. Precisamos de um posicionamento, por favor”, cobram os servidores.

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