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Em assembleia geral realizada na manhã desta segunda-feira (23), os servidores públicos municipais de Belém decidiram, por unanimidade, dar continuidade à greve geral que já completa 35 dias. O movimento unifica trabalhadores da Educação, Saúde e Assistência Social contra o “Pacote de Maldades” aprovado em dezembro de 2025, que desmonta as carreiras do funcionalismo municipal.
Enquanto a gestão de Igor Normando (MDB) ignora as mobilizações e não negocia com a categorias, o comando de greve afirma que a paralisação segue robusta. A mobilização, iniciada em 19 de janeiro, ganhou um novo capítulo hoje com a apresentação de uma contraproposta, por parte das categorias, à Lei 10.266/2026 – o novo Estatuto dos Servidores – e ao novo Estatuto do Magistério.
Uma manifestação será realizada na Câmara Municipal de Belém, na abertura dos trabalhos legislativos, dia 25 de fevereiro, quando serão entregues as contrapropostas, incluindo, a de uma Matriz Curricular da Rede Municipal de Educação, depois da suspensão pela Justiça Federal, do componente “Arte, Movimento e Leitura”, por risco de professores serem lotados fora de sua habilitação legal.
Principais Deliberações da Assembleia:
- Manutenção da Greve: As três categorias seguem paralisadas por tempo indeterminado.
- Alterações na Lei 10.266/2026: Servidores elaboraram um documento com modificações na legislação vigente para ser entregue coletivamente à Prefeitura, visando reverter perdas de direitos.
- Negociações Específicas: Além da pauta geral, foi aprovada a abertura de frentes de negociação para demandas particulares de cada setor (Saúde, Educação e Assistência).








