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Anunciada pelo governador Helder Barbalho (MDB) como uma grande política de valorização, a proposta de reajuste linear de 6% para todos os servidores do Pará vem sendo duramente criticada por sindicatos das categorias. As entidades afirmam que, após anos de arrocho salarial, o funcionalismo acumula perdas que, em alguns casos, chegam a cerca de 30%, tornando o índice insuficiente. Segundo os representantes, a medida foi apresentada sem negociação prévia e ignora pautas específicas históricas das diferentes carreiras.
Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (Sindsaúde) classificou o percentual como insuficiente diante do período de seis anos sem recomposição salarial. “6% não é valorização. É migalha”, diz o sindicato, que aponta que o índice não cobre sequer as perdas inflacionárias acumuladas. A entidade afirmou que seguirá mobilizada por recomposição salarial e melhores condições para o funcionalismo. “Servidor valorizado é serviço público fortalecido”, conclui o posicionamento.
No setor da educação, o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), Beto Andrade, afirmou que o reajuste anunciado representa apenas parte do que é devido ao magistério. Segundo ele, o governo ainda não pagou a atualização do piso nacional dos professores, que soma 6,27% referente a 2025 e mais 5,4% para 2026. Para a categoria, portanto, os 6% anunciados não repõem o que seria obrigatório por lei.
Andrade também denunciou que, mesmo com o reajuste proposto, os salários dos servidores administrativos da educação e de outros servidores públicos do Estado seguem abaixo do salário mínimo no vencimento base. Hoje, estes servidores recebem R$ 1.320, e terão um incremento de apenas R$ 79,20, caso essa proposta se mantenha, passando a receber R$ 1.399,20, bem abaixo do mínimo legal de R$ 1.621,00.
O projeto de lei com o reajuste deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), onde a base do governo deve tentar aprová-lo em regime de urgência. O dirigente do Sintepp afirmou que a categoria deve intensificar a mobilização para cobrar o pagamento das diferenças e a abertura de negociação efetiva com o governo.








