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O mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (26), indica que o Brasil apresenta sinais de início de aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). No Pará, o monitoramento chama atenção para a manutenção do crescimento das hospitalizações associadas à Influenza A, tendência observada também no Ceará.

A análise considera a Semana Epidemiológica 7, referente ao período de 15 a 21 de fevereiro, e aponta que, embora ainda não haja impacto significativo no total de casos de SRAG nesses estados, o aumento nas internações é um indicador importante para a vigilância epidemiológica. Segundo a Fiocruz, o cenário nacional tem sido impulsionado principalmente pela elevação recente das hospitalizações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) em algumas regiões do país.

Na região Norte, o boletim destaca que Acre, Amazonas e Roraima seguem com incidência de SRAG em nível de risco, embora sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Nos dois primeiros estados, o aumento recente esteve ligado sobretudo à influenza A, que já apresenta sinais de redução, e ao VSR, cujo número de casos está em queda no Amazonas, mas ainda cresce no Acre e em Roraima.

Dados nacionais

Em nível nacional, o sistema de vigilância indica tendência de aumento nas notificações de SRAG tanto no curto prazo (últimas três semanas) quanto no longo prazo (últimas seis semanas). Desde o início do ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 8.218 casos da síndrome, sendo 2.566 (31,2%) com confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, enquanto 3.601 (43,8%) tiveram resultado negativo e 1.428 (17,4%) ainda aguardam análise laboratorial.

Entre os casos positivos registrados em 2026, 34,6% foram causados por rinovírus, 20% por Sars-CoV-2 (Covid-19), 19,2% por Influenza A, 12,5% por vírus sincicial respiratório e 1,9% por Influenza B. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o rinovírus manteve predominância entre os vírus identificados, seguido por Covid-19, Influenza A e VSR.

No recorte de óbitos registrados no mesmo período, o Sars-CoV-2 respondeu por 50% das mortes entre os casos positivos, seguido por Influenza A (23,7%), rinovírus (13,2%), VSR (4,4%) e Influenza B (1,8%).

O Boletim InfoGripe é uma ferramenta do Sistema Único de Saúde (SUS) utilizada para monitorar a circulação de vírus respiratórios e orientar as autoridades sanitárias. As informações ajudam a identificar áreas prioritárias para ações de vigilância, prevenção e preparação da rede de saúde diante de possíveis surtos de doenças respiratórias no país.

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