Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, em encontro na Malásia — Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luís Inácio Lula da Silva deverá se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7), em Washington (EUA). O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), antecipou os assuntos que serão tratados, entre eles, a defesa do sistema de pagamentos instantâneos Pix.
“O PIX é um sucesso. Traz segurança e é um avanço do ponto de vista tecnológico que o mundo inveja”, declarou Alckmin em entrevista à Globonews.
No início de abril, Lula rebateu as críticas ao Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC).
Pix na mira de Trump
A preocupação do Brasil com o assunto começou em julho do ano passado, no auge da crise causada pelo tarifaço aplicado em vários países pelo governo norte-americano.
O governo de Donald Trump abriu uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”, entre elas, o Pix. Um dos motivos especulados para a medida é de que o BC teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.
Em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos publicado em 31 de março, as empresas estadunidenses temem que Banco Central dê tratamento preferencial ao sistema do Pix, em detrimentos de outros sistemas de pagamentos.
“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Nos Estados Unidos, partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento.
Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix visa a segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras. A defesa brasileira destacou que a administração pelo BC garante neutralidade ao sistema de pagamentos instantâneos e que outros bancos centrais, inclusive o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) testam ferramentas parecidas.
O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018.
Com informações de Agência Brasil e G1.








