Propostas, que incluem maior aporte de recursos ao segmento, foram debatidas em Belém durante encontro com a pré-candidata do PSOL ao Governo do Estado, Araceli Lemos – Foto: divulgação

“O Pará precisa de uma política cultural capaz de contemplar todas as regiões de integração em condições mais justas, valorizando as tradições e as diversidades para fortalecer a cultura como instrumento socioeducativo e emancipatório”, afirmou a pré-candidata do PSOL ao Governo do Pará, Araceli Lemos, ao se reunir com produtores de cultura na terça-feira (2), na sede do partido, em Belém.

O encontro com o segmento cultural incluiu representantes das mais diversas áreas: música, cinema, teatro, artes plásticas e fazedores de cultura popular nos bairros de Belém. Também participaram da reunião a vereadora Marinor Brito; a presidenta do PSOL Belém, Leila Palheta, e o pré-candidato ao Senado, Marcelino Conti.

Integração – Para Araceli Lemos, o tripé educação, cultura e comunicação devem ser integrados e fortalecidos, observando as diversidades regionais e as várias linguagens expressas nas produções culturais. “Ao criarmos o Fundo de Cultura vamos garantir que todas as manifestações artísticas sejam representadas, e ao fomentar a implementação dos sistemas municipais de Cultura será possível integrar o Pará ao Sistema Nacional de Cultura”, assinalou a pré-candidata.

O agente cultural Daniel Veiga defendeu alguns pontos que considera fundamentais para assegurar o protagonismo da cultura no Pará. “Implementar os sistemas estadual e municipais de cultura, para que sejam instituídos o Fundo Estadual de Cultura, o Plano Estadual de Cultura e a ampliação de cadeiras para representantes da sociedade nos conselhos”, ressaltou.

Outras propostas apresentadas por Daniel Veiga contemplam a implementação dos sistemas municipais de cultura a ampliação dos recursos orçamentários públicos destinados a projetos. Ele frisou que “entre 2020 e 2026, o governo destinou o percentual inferior a 0,6%, e mesmo com o acréscimo de R$ 6,5 bilhões na sua receita, a Cultura obteve um corte de R$ 29 milhões”.

A vereadora Marinor Brito destacou a necessidade de valorização das manifestações artísticas. “Precisamos buscar novos parâmetros de respeito, fortalecimento e responsabilidade social”, assegurou a parlamentar, ao apontar que o governo do Estado “deixou a cultura à míngua, destinando recursos apenas aos grandes eventos, ignorando os nossos artistas”.

Defesa da cultura popular – Para João Quadros, mais conhecido por “João do Boi Travesso”, entidade tradicional no Guamá, bairro que tem a maior população da capital paraense, é preciso resgatar as culturas populares produzidas nos bairros. “Infelizmente, muitos jovens estão distantes e nem conhecem essa realidade. Por isso, queremos a criação das oficinas de cultura nas escolas”, propôs João.

A presidenta do PSOL Belém, Leila Palheta, defendeu políticas que assegurem “verdadeiramente oportunidades para quem faz Cultura em nosso território”.

A opinião também foi compartilhada pela ex-presidente da Fundação Cultural de Belém (Fumbel), Inês Silveira. Segundo ela, “alinhar educação e cultura, resgatar e valorizar saberes e tradições, e preservar memórias são caminhos importantes para gestores comprometidos com uma verdadeira política cultural”.

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