Fotos: Reprodução e Holofote Virtual

A grave crise pela qual passa o Museu de Arte de Belém (Mabe) segue sendo ignorada por Igor Normando (PSDB), que mantém no comando da instituição apaniguados políticos, como o diretor do Museu, Josias da Silva Higino Filho, filho do vereador Josias da Silva Higino (PSD), recém-formado em Matemática e sem experiência conhecida em museologia, patrimônio histórico, artes visuais ou gestão cultural.

No último domingo (7), um protesto reuniu artistas, pesquisadores, trabalhadores da cultura, estudantes e representantes da sociedade civil em defesa do Mabe, em frente ao Palácio Antônio Lemos, sede da Prefeitura de Belém e do próprio museu, na Cidade Velha, para intensificar a denúncia sobre a situação do Mabe. Um abaixo-assinado vem alertando a sociedade sobre a fragilização administrativa do museu após sua exclusão como departamento no organograma da atual Secretaria Municipal de Cultura.

>> Assine o abaixo-assinado neste link

A mobilização cobra que a Prefeitura de Belém assegure condições técnicas, administrativas e orçamentárias para o funcionamento do museu, com equipe qualificada, planejamento, política de preservação do acervo, ações educativas e diálogo permanente com a sociedade civil.

Instalado no histórico Palácio Antônio Lemos, o Mabe é um museu público municipal fundado em 1991. O prédio, em estilo neoclássico, foi erguido na segunda metade do século XIX para sediar a Intendência Municipal e é tombado nas esferas federal, estadual e municipal. O museu reúne coleções oriundas da Pinacoteca Municipal e do antigo Museu da Cidade de Belém, constituindo um dos acervos mais importantes para a memória artística e urbana da capital paraense. Em 2024, Mabe foi entregue totalmente restaurado pelo ex-prefeito Edmilson Rodrigues.

A ausência de uma estrutura administrativa própria compromete não apenas a programação cultural, mas a preservação do acervo, a política educativa, a pesquisa, a conservação e a relação do museu com a sociedade. Defender o Mabe é defender a história de Belém, o patrimônio público e o direito da população a acessar, conhecer e preservar sua própria memória.

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