Ananindeua e Marituba também aparecem entre as 20 cidades brasileiras que registraram as maiores taxas de aparelhos subtraídos em 2025. Foto ilustrativa: Secom MT

Belém registrou a segunda maior taxa de roubos e furtos de celulares entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2025. Foram 1.487 ocorrências para cada grupo de 100 mil moradores, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, ficando atrás apenas de São Luís, no Maranhão, que liderou o ranking nacional com taxa de 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes. São Paulo apareceu na terceira posição, com 1.390,5.

Outros dois municípios da Região Metropolitana de Belém também estão entre os 20 primeiros colocados. Ananindeua ocupa a nona posição, com taxa de 979,5 roubos e furtos de celulares por 100 mil habitantes, enquanto Marituba aparece em 15º lugar, com 863,2.

Em todo o Pará, foram contabilizadas 46.688 ocorrências de roubo e furto de celulares em 2025, sendo 20.836 roubos e 25.852 furtos. Os roubos de celulares caíram 13,6% no estado, enquanto os furtos permaneceram praticamente estáveis, com redução de apenas 0,1%. Mesmo com a diminuição geral dos registros, a subtração de aparelhos continua sendo um dos principais problemas de segurança patrimonial enfrentados pela população paraense.

O Anuário é produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir de registros fornecidos pelas secretarias estaduais de Segurança Pública e de microdados das ocorrências policiais. O ranking considera apenas municípios com população superior a 100 mil habitantes.

Celular Seguro

Para enfrentar esse tipo de crime, o Governo Federal mantém o Programa Nacional Celular Seguro, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Pela plataforma, disponível em aplicativo e site, o usuário pode cadastrar o aparelho e pessoas de confiança para emitir um alerta em caso de roubo, furto ou perda. A comunicação é encaminhada às operadoras e instituições parceiras, permitindo o bloqueio da linha, do aparelho e do acesso a serviços financeiros, com o objetivo de reduzir fraudes e dificultar a reutilização do telefone.

Em junho de 2026, o governo também instituiu o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), que reúne registros de aparelhos roubados, furtados ou extraviados enviados pelas polícias civis e pelo Celular Seguro. O sistema também permite consultar se um telefone possui restrição antes da compra. Em caso de ocorrência, o usuário pode escolher entre o modo de recuperação, que busca facilitar a devolução do aparelho às autoridades, e o bloqueio total do IMEI, que impede a instalação de novas linhas no dispositivo.

Deixe um comentário