Campanha de 25 Dias de Ativismo contra o Racismo reúne organizações durante todo o mês de julho e culmina na marcha do próximo sábado (25), em Belém. Foto: Marcha de 2024/Divulgação

A campanha de mobilização para a 11ª Marcha das Mulheres Negras Amazônidas entra em sua última semana reunindo coletivos, organizações sociais, instituições de ensino e ativistas em torno de um mesmo compromisso: fortalecer o enfrentamento ao racismo e ampliar o debate sobre o papel das mulheres negras na construção do futuro da Amazônia e do Brasil.

Realizada anualmente em Belém desde 2016, sempre em referência ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, a marcha tornou-se uma das principais agendas do movimento negro no estado. A iniciativa nasceu inspirada pela histórica Marcha das Mulheres Negras realizada em Brasília, em 2015, e passou a construir, na Amazônia, uma agenda própria, marcada pelo protagonismo das mulheres negras amazônidas, pela defesa dos territórios, da justiça racial e do Bem-Viver.

Neste ano, o tema é “Ancestralidade: um projeto de futuro que se faz agora”. A proposta convida a sociedade a refletir sobre como os saberes ancestrais ajudam a construir respostas para desafios contemporâneos, especialmente em um ano de eleições gerais. A mobilização celebra uma data simbólica, propõe o debate sobre participação política, representação e defesa dos direitos conquistados, além de reforçar a importância da escolha de representantes comprometidos com a igualdade racial, a democracia, os direitos das mulheres e a justiça climática.

Durante todo o mês de julho, a Campanha de 25 Dias de Ativismo contra o Racismo incentivou organizações, movimentos sociais, coletivos, escolas, universidades e instituições públicas e privadas a promoverem rodas de conversa, oficinas, debates, atividades culturais e ações educativas inspiradas no tema da marcha.

A programação culmina no sábado, 25 de julho, quando centenas de mulheres negras ocuparão as ruas do centro histórico de Belém, concentrando, às 9h, no Quilombo da República, com percurso no entorno da Praça da República, para reafirmar que a ancestralidade continua sendo uma ferramenta de transformação social e política.

Serviço

11ª Marcha das Mulheres Negras Amazônidas
Dia: 25 de julho, a partir das 9h
Local: Praça da República

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