De quantos satélites é formada a constelação barbalhista no Pará? Foto: Reprodução
Por Aldenor Junior
Helder Barbalho é um profissional, disso não há a menor dúvida.
Óbvio que aqui não se trata de interesse público ou de um verdadeiro projeto de desenvolvimento para o Pará, triste estado que ele e sua família já governaram por exatos 15 anos de forma direta, mas, como até as pedras de lioz da Praça da República bem sabem, permaneceram sempre em posição de poder, mesmo quando estavam na oposição, desde os anos 1980 até hoje.
O MDB é o planeta-mãe e em sua órbita circularam incontáveis legendas ao longo dos tempos.
A novidade, neste ano, é que a família Barbalho fagocitou tudo que estava em seu redor.
Hoje, por exemplo, Helder controla, por interpostas pessoas, o União Brasil, o PSB, o Progressistas, o Avante … e a lista parece interminável. Em todas, mantendo a fachada externa, tropas de ocupação leais aos Barbalhos sentaram praça nessas legendas, alugadas por assim dizer.
Somadas a outros (e importantes partidos) que se deixaram satelitizar, tornando-se protetorados, os domínios imperiais se estendem de um polo a outro do espectro ideológico. Um império onde nunca o Sol se põe (seria cômico não fosse trágico, pois espelha um sistema partidário corroído por dentro, desmoralizado até a última célula).
A quem serve tamanho poder? Já não bastava a rédea curta com a qual maneja, com admirável destreza, todas as demais instituições do Estado?
A democracia, mesmo limitada e assimétrica, supõe o mínimo de igualdade de armas.
No Pará, a arrogância quer dar a última palavra.
Dará ou não, só o tempo e as urnas em 4 de outubro desvendarão esse mistério.
Aldenor Junior é jornalista.








