Vereadora questiona licenciamento e alerta para possíveis impactos ambientais e urbanos do empreendimento. Foto: Vídeoreprodução

A vereadora Marinor Brito (Psol) cobrou transparência e responsabilidade ambiental na instalação do data center BEL1, em Belém. O empreendimento está sob investigação do Ministério Público do Pará (MPPA) diante de possíveis impactos socioambientais e de dúvidas sobre o processo de licenciamento.

Segundo informações divulgadas durante a investigação, há divergências entre órgãos ambientais sobre qual esfera pública conduz o licenciamento do projeto. O MPPA determinou que a empresa apresente autorizações e documentos ambientais relacionados ao empreendimento.

Para Marinor, uma estrutura dessa dimensão não pode avançar sem que a população tenha acesso aos estudos que apontem seus impactos sobre o meio ambiente, a infraestrutura urbana e as comunidades do entorno.

O BEL1 terá inicialmente 7,5 MW de potência, podendo chegar a 100 MW. A escala do empreendimento também levanta preocupações sobre consumo de energia, geração de calor e possíveis efeitos sobre o conforto térmico de áreas próximas, incluindo comunidades insulares.

“Não somos contra o desenvolvimento ou contra a tecnologia. Somos a favor de saber quais são os custos desse desenvolvimento e quem vai pagar essa conta”, afirmou Marinor.

A vereadora defende que a Câmara Municipal acompanhe o processo e cobre estudos transparentes, avaliação dos impactos cumulativos, fiscalização e participação popular.

“Antes de falar em desenvolvimento, precisamos saber quem ficará com os benefícios e quem suportará os custos ambientais e sociais desse empreendimento”, destacou.

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