Candidato à Presidência propõe modelo baseado na livre definição da jornada. Foto: Reprodução TV Record
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) evitou dizer se votará a favor ou contra a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, caso o texto seja levado ao plenário do Senado. Em entrevista um programa da Record, divulgada neste domingo (30), ele voltou a defender uma alternativa à proposta apoiada pelo governo Lula.
Ao ser perguntado diretamente sobre como votaria caso a proposta fosse analisada em setembro, o senador não respondeu se apoiaria ou rejeitaria o texto. Em vez disso, afirmou que pretende apresentar uma alternativa baseada no que chamou de “liberdade” para definição da jornada de trabalho.
A proposta de redução da jornada, com o fim da escala 6×1 e sem redução salarial, tem amplo apoio de 71% da população brasileira, conforme pesquisa do Datafolha divulgada em março de 2026.
Depois de ser aprovada pela Câmara no primeiro semestre, a proposta agora está sendo analisada no Senado. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, junto a outros partidos da oposição apresentaram 14 emendas com mudanças no texto.
Entre as propostas está a manutenção da jornada constitucional de 44 horas semanais, permitindo que uma eventual redução seja definida por negociação coletiva ou por contratos baseados nas horas trabalhadas.
Na entrevista, Flávio argumentou que uma redução da jornada nos moldes defendidos pelo governo poderia produzir impactos sobre as empresas e o mercado de trabalho. Para sustentar a posição, mencionou recentes pedidos de recuperação judicial de grandes empresas e afirmou que o país enfrenta dificuldades para a geração de empregos.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, alcançando a menor marca para o período na série histórica do IBGE iniciada em 2012
Com informações da Folhapress








