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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite de quinta-feira, 3, que somente uma atuação firme e transparente diante do  escândalo do Banco Master  poderá garantir o respeito da sociedade brasileira às instituições. Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula citou o escândalo do Banco Master e cobrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) conduziram as investigações com integridade e consideraram uma resposta à população.

“Como presidente da República, acredito que só segurança com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira”, declarou.

Para dimensionar a gravidade do caso, Lula classificou o escândalo do  Banco Master como  o maior roubo da história do Brasil  e disse que o esquema prejudicou milhões de brasileiros, além de estados e municípios. Ao falar sobre Daniel Vorcaro, o banqueiro que criou o Master e está preso, o presidente lembrou que as medidas contra o banqueiro e a instituição financeira foram tomadas durante o atual governo.

“O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado”.

O presidente tem suspeitas de envolvimento de muitos políticos e agentes públicos na fraude do Master. Ao defender uma apuração ampla, Lula deixou claro que ninguém pode ser protegido por ocupar carga pública, exercer influência política ou possuir poder econômico.

“É fundamental que se investigue todo o mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem faz”, afirmou o presidente.

Lula também ressaltou que as investigações não podem ser conduzidas de maneira seletiva, com a divulgação de informações contra alguns envolvidos enquanto outras frentes permanecem protegidas pelo sigilo.

“Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”.

Diante desse cenário, o presidente defendeu que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e a Procuradoria-Geral da República liderassem um processo capaz de garantir a integridade e a confiança nas apurações. Para Lula, a responsabilidade também recai sobre todos os que exercem funções públicas.

“É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honram seu dever de ofício e colocam o compromisso público acima de qualquer interesse individual”.

Na avaliação de Lula, investigamos os fatos e responsabilizamos os envolvidos são condições possíveis para fortalecer a democracia. O presidente também apontou a necessidade de mudanças estruturais que ampliem a transparência e reduzam privilégios.

“A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nossos sistemas políticos e judiciários precisam de reformas profundas.”

Ao encerrar a manifestação, Lula reforçou que esclareceu completamente o escândalo não é apenas uma obrigação das autoridades, mas uma resposta deve à sociedade.

“O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade.”

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