Foto: reprodução/redes sociais

Por Aldenor Junior

Hana esbravejou que “a partir de agora” a Águas do Pará não irá cobrar taxa por disponibilidade e poço artesiano. A governadora é re-candidata afirmou que as cobranças estavam “canceladas” e que a privatização da Cosanpa não foi “uma escolha”, mas uma decorrência de “lei federal”. Será mesmo que essa história está bem contada?

A simples leitura da notificação da Arcon diz outra coisa.

As cobranças devem ser suspensas até que sejam realizadas as verificações técnicas e a efetiva comprovação que o imóvel está ligado a rede da empresa.

Por outro lado, não é verdade que o Marco Legal do Saneamento Básico (lei federal 14.026/2000) obrigou a privatização, impendindo assim a permanecia das empresas públicas que há décadas atuavam nesse setor. Uma leitura atenta da lei, assinada por ninguém menos que Jair Bolsonaro no seu desastroso governo, induz à privatização, sem no entanto obrigá-la.

O que Helder e Hana fizeram (e comemoraram com champanhe) foi uma escolha política e agora devem assumir seus atos.

Trocando em miúdos:

suspenderam no período eleitoral e, mais adiante, a cobrança será retomada.

Simples, assim.

É estelionato eleitoral na vista de todos.

Resta saber se o eleitorado paraense cairá como um patinho em mais essa cilada da marquetagem do governo do MDB, tão acostumado a levar todo mundo no bico com seus truques de um ilusionismo tão tosco, mas muitas vezes eficiente.

Aldenor Junior é jornalista

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