Como a reação do Dr. Daniel diante do uso das polícias estaduais contra sua campanha passou do tom e acabou causando efeito contrário. Foto: Reprodução

Por Aldenor Junior

As polícias estaduais até podem agir diante de flagrante de crime, mas o correto é acionar a Justiça Eleitoral, que, por sua vez, mobiliza sua polícia judiciária, a PF.

A alegação de que havia tumulto no posto de gasolina onde apoiadores do Dr Daniel abasteciam na noite do sábado (5) carece de credibilidade.

O aparato mobilizado revela intencionalidade. Os policiais que participaram da operação responderam a ordens específicas: efetuar prisões e apreender equipamentos eletrônicos em busca da suposta prática de crime eleitoral.

Para completar, a PM distribuiu pancadas de forma democrática, atingindo uma vereadora sexagenária e outras pessoas que denunciavam a arbitrariedade.

A indignação do candidato do Podemos poderia ter permanecido dentro dos limites razoáveis, como um protesto legítimo, não fosse o exagero verbal de chamar um delegado e o coronel que comandava os PMs de “vagabundos” e se incitar os servidores a lançar nele spray de pimenta, exatamente como haviam feito contra seus apoiadores.

Em poucas horas, durante a manhã de domingo, a máquina de propaganda financiada pelo governo estadual cuidou de inverter os papéis e de armar mais um factoide, que das redes alcançou as primeiras páginas da mídia paraense.

Tudo somado, temos um caso típico do sujo falando do mal-lavado. Afinal, quem financia as carreatas e mobilizações dos candidatos da coligação liderada pelo MDB pelo estado a fora?

Para esses atos flagrantemente criminosos, a PM e a Polícia Civil vão além da conivência. Agem, isto sim, como seguranças privadas.

Triste Pará.

Aldenor Junior é jornalista.

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