Fotos: Reprodução
A candidata ao Senado pelo Pará, Gizelle Freitas (PSOL), questionou a participação do movimento religioso “Legendários” no desfile cívico-militar de 7 de Setembro em Belém. Em suas declarações, a ex-vereadora de Belém classificou a presença do grupo na programação oficial como um endosso do Estado a uma visão de mundo que considera misógina e contrária à diversidade.
“Tu sabes o que significa colocar os Legendários dentro de um desfile oficial do 7 de setembro?”, indagou Gizelle. “Eles trabalham, sobretudo, com homens, orientados por valores que determinam a mulher como ser inferior, como a que deve ser submissa. A masculinidade não é neutra, o movimento Legendários significa uma concepção de gênero que historicamente sustenta o patriarcado.”
Segundo a candidata, quando o movimento aparece em um evento ao lado de instituições do Estado, sua visão de mundo deixa de ocupar apenas um espaço privado. “Isso é muito grave, no momento em que setores conservadores disputam o significado de família, de gênero e do lugar das mulheres na sociedade”, afirmou. “Eu estou questionando qual projeto de sociedade está sendo legitimado.”
O movimento “Legendários”, de origem evangélica e fundado na Guatemala, promove retiros e atividades para homens com uma estética militarizada, combinando pregações religiosas com discursos sobre o resgate da masculinidade tradicional e da liderança masculina.
Vídeos que circularam nas redes sociais durante o desfile na Avenida Presidente Vargas, em Belém, registraram parte do público vaiando a passagem dos integrantes do grupo .








