Da esquerda para a direita: o advogado Willer Tomaz, o empresário Carlos Alberto de Sá e os senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro – Crédito: Reprodução

Uma viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à África do Sul, em março de 2025, reuniu o candidato à Presidência com pessoas que posteriormente apareceriam em investigações da Polícia Federal sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. A informação foi revelada pela revista piauí, que teve acesso a mensagens e fotografias encontradas no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Além de Flávio e Weverton, participaram do safári o advogado Willer Tomaz e o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos, sócio da VTCLog.

Weverton e Willer passaram a ser investigados no caso dos descontos indevidos em benefícios do INSS. Segundo a piauí, a PF apura a suspeita de que o advogado tenha participado de operações para lavar recursos para o senador provenientes do esquema investigado.

A proximidade entre Flávio e Willer é anterior ao caso. Durante a CPI da Covid, em 2021, quando senadores tentaram quebrar o sigilo do advogado para investigar sua possível participação nas negociações envolvendo a vacina Covaxin, Flávio saiu em sua defesa e o chamou publicamente de “meu amigo Willer Tomaz”.

A novidade revelada pela piauí é a presença de Carlos Alberto de Sá, sócio da VTCLog, cuja empresa esteve no centro de investigações da CPI da Covid por contratos com o Ministério da Saúde. O relatório final da comissão recomendou o indiciamento de Carlinhos por corrupção ativa e improbidade administrativa.

 

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