Alegando falta de “ética” com candidatos do partido, Giovane Queiroz pediu votos em outros nomes para o Senado; aliados de Sabino atribuem movimento a interesses da chapa governista. Foto: Reprodução Instagram

A apenas uma semana do primeiro turno das eleições, o presidente estadual do PDT e secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará (Sedap), Giovane Queiroz, anunciou o rompimento e ameaçou afastar Celso Sabino, candidato oficial do próprio partido ao Senado.

Giovane acusa Sabino de não apoiar as candidaturas do PDT à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados e afirma que o candidato estaria concentrando esforços na campanha da própria esposa, que concorre por outra legenda.

Apoiadores de Sabino afirmam que o movimento teria relação com pressões dentro da aliança governista. O PDT integra o grupo político que apoia a governadora Hana Ghassan (MDB), enquanto Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil) disputam o Senado. O crescimento eleitoral de Sabino poderia representar um obstáculo à candidatura de Chicão.

“Tivemos um candidato ao Senado, pelo estado do Pará, pelo PDT, que lamentavelmente não foi ético com os nossos companheiros. Não carrega no ombro nenhum candidato estadual, nenhum federal, apenas a sua esposa, que está em outro partido. Ele não cumpre com a ética mínima necessária para estar num partido sério como o PDT. Por isso, o deixamos de lado e pedimos a você que vote conosco em outros candidatos que temos a apoiar. Esse já foi expulso de um partido, e se não quiser ser expulso do PDT, saia antes”, afirmou Giovane.

Sabino filiou-se ao PDT em abril de 2026 quando anunciou sua pré-candidatura ao Senado, depois de ter sido expulso do União Brasil por infidelidade partidária, após resistir à determinação da legenda de romper com o governo Lula e deixar o Ministério do Turismo, que comandava desde desde 2023.

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