
O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, concedeu uma entrevista para o Jornal Liberal 1ª edição, na manhã desta quinta-feira, 06, onde fez um balanço do seu primeiro ano de gestão e apresentou os projetos para a capital em 2022. Saneamento, moradia e combate à pobreza foram os destaques da conversa.
O prefeito iniciou destacando um levantamento feito portal G1 que aponta Belém em 1o lugar das capitais da Região Norte que mais cumpriu promessas de campanha, com 21% das promessas cumpridas em apenas um ano de governo. No comparativo entre as capitais do Norte e Nordeste, Belém também se destaca em 1o lugar empatando com São Luís, no Maranhão, ambas com 21% das promessas cumpridas. Em nível de Brasil, das 26 capitais avaliadas, Belém fica em 6o lugar. A média geral das cidades é de 15%.
O ponto seguinte foi sobre as obras na Bernardo Sayão, avenida importante para a cidade. Segundo o prefeito, somente 3% dos recursos captados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foram usados para o Programa de Saneamento da Bacia da Estrada Nova, o Promaben, nas gestões anteriores. “Os recursos iriam voltar para o BID por falta de uso, mas nós conseguimos reverter e manter os valores, que serão usados para resolver o problema dos alagamentos na Bernardo Sayão, com a macrodrenagem”, afirmou Edmilson.
Questionado sobre o saneamento, Edmilson apresentou uma novidade animadora para a cidade: a licitação para escolher uma nova empresa para fazer a coleta de lixo na cidade. Segundo o prefeito, “além disso, em parceria com as cooperativas, teremos a coleta seletiva nos bairros da cidade. Isso vai modernizar a forma como o lixo é tratado em Belém”. Nesta semana a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) anunciou que a cidade terá ecopontos para evitar o descarte irregular de lixo na cidade.
Sobre a Bacia do Mata Fome, será feita a obra de micro e macrodrenagem, também a parte do sistema viário e a urbanização. Essa obra vai se dividir em três fases: a primeira etapa é o sistema preliminar e instalação da obra e sistema de macrodrenagem, que está estimada em R$ 128 milhões. A segunda etapa vai ser a ponte, passarelas e microdrenagem, com orçamento estimado de R$ 70 milhões. E a terceira etapa é o sistema viário, urbanização, paisagismo e demolições, estimada em R$ 135 milhões. Então o total dá cerca de R$ 333 milhões nessas três etapas. O recurso está sendo captado pelo Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).
O prefeito também destacou a importância do Bora Belém, que já beneficia mais de 13 mil famílias em situação de vulnerabilidade. As mulheres beneficiárias do programa também fazem parte do Donas de Si, importante projeto que estimula o empreendedorismo e a autonomia de mulheres. Há uma linha de microcrédito para que elas montem seu próprio negócio. Infelizmente, devido ao abandono nos últimos 16 anos, ainda não é possível oferecer os créditos do Banco do Povo para a população em geral.








