Estudantes de Belém recebem absorventes para combater pobreza menstrual

A pobreza menstrual é uma realidade em todo o país e também uma das causas de evasão escolar entre meninas e meninos trans. Com o objetivo de transformar essa realidade, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), esteve, nesta segunda-feira, 7, na Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental (EMEIF) Maroja Neto, em Mosqueiro, para iniciar a distribuição dos seis mil kits de absorvente íntimos para estudantes da rede municipal de ensino de Belém.

Os kits serão distribuídos para 12.134 meninas do município em idade menstrual de 10 a 17 anos, em 92 escolas municipais. Nesta terça-feira, 8, será a vez da EMEF Gabriel Lage da Silva, no Tapanã, receber os kits.

Pobreza menstrual – De acord com o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), no Brasil, mais de 700 mil meninas vivem sem acesso à banheiro e chuveiro em casa; mais de 4 milhões de meninas não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.

Em uma enquete feita com 1,7 mil pessoas, em 2021, 60% responderam que já deixaram de ir à escola durante a menstruação e 73% sentiram constrangimento na escola, por causa do ciclo menstrual.

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