Marinor e Bordalo instauram comissão pra investigar danos ambientais e humanitários causados pela Imerys em Barcarena

Os deputados estaduais Marinor Brito (PSOL) e Carlos Bordalo (PT) instauraram nesta quarta-feira (09) na Assembléia Legislativa do Pará uma comissão temporária de estudos e acompanhamento para avaliar os impactos, danos e riscos causados ao Meio Ambiente e à população de Barcarena pela explosão no galpão da empresa multinacional Imerys, acontecido em dezembro do ano passado.

O acidente aconteceu na unidade de Vila do Conde onde havia armazenamento de Hidrossulfito de Sódio, substância que causa irritações respiratórias ao ser inalada. À época do acidente, uma fumaça cinza permaneceu na região por algumas horas, e moradores relatam incômodos respiratórios e distúrbios de ansiedade por medo da contaminação.

Agora, a comissão instaurada pelos deputados de esquerda pretende averiguar qual a real dimensão dos danos causados pela explosão no galpão da multinacional francesa, cuja reputação em crimes ambientais já está bastante desgastada: a Imerys já acumula um total de dez acidentes num período de 25 anos.

A Imerys faz extração e beneficiamento dos minérios de carbonatos de cálcio, caulim e perlita. Presente no Brasil desde 1996, a empresa está nos estados do Pará, São Paulo e Espírito Santo.  

A localização em Barcarena é estratégica para a exportação de minérios já que ali foi construído o Porto de Vila do Conde, o maior do Pará.  

Mapa de Conflitos da Fiocruz aponta que em junho de 2007 houve um vazamento de mais de 200 mil metros cúbicos de caulim. O produto atingiu a bacia do Rio das Cobras, as praias e poços artesianos de moradores da Vila do Conde.  

Além disso, o risco de rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora obrigou, segundo relatório da Fiocruz, que 73 pessoas fossem retiradas de suas casas. Em março de 2008, novo vazamento da bacia de rejeitos agravou a contaminação das águas da região.  

Os rejeitos da mineração de caulim contêm alta concentração de metais como ferro, alumínio, zinco e cádmio.  

Com informações de Brasil de Fato e Instagram Marinor Brito

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