A Polícia Civil do Pará, ouviu nesta sexta-feira (1), novos depoimentos de vítimas do religioso Paulo Paumgartten, que foi preso preventivamente em Marudá, nordeste do Pará, no dia 18 de março. Mais de dez mulheres o acusam de estupro, de acordo com recentes informações. Ele também é acusado de pedofilia, já que a polícia encontrou material de pornografia infantil no sítio onde ocorreriam os encontros da seita. As vítimas prestaram depoimento na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) e deram detalhes das reuniões.
De acordo com matéria publicada no Portal G1 Pará, nesta sexta-feira (1), Paulo Sabino de Oliveira lidera a “Missão do Espírito Santo“, um grupo religioso criado por ele mesmo, que promovia encontros fechados com as fiéis.
Segundo as investigações, a princípio ele começou a praticar abusos sexuais com mulheres que estavam há mais tempo na seita. Nestes momentos, Paulo Paumgartten dizia que não era ele e sim de espíritos que recebia, como o São Thomás de Aquino, Santo Agostinho, Papa João Paulo II e Padre Cícero.
“Encontramos mensagens que ele trocava com uma adolescente que estava residindo com ele, de 13 anos, e dentre essas mensagem, tinham fotos íntimas dessa adolescente. Ele chegou a manter conjunção carnal com elas [as vítimas]. Ele alegava que era o procedimento necessário para a limpeza espiritual que, como uma das práticas que ele condenava era a volúpia, era necessário simular a última relação que elas tiveram. Se não se submetessem à esses tratamentos, elas poderiam, inclusive, morrer”, afirma a delegada Mikaella Ferreira, responsável pelo inquérito.
Ainda, de acordo com a matéria do G1, a história de Paulo Paumgartten Sabino de Oliveira como líder religioso começou em 2008, em Belém, quando foi convidado a participar de um grupo de estudo bíblico. Na época, ele era procurador do município de Pacajá, sudoeste do Pará. Segundo a polícia, como tinha boa oratória e poder de persuasão logo se tornou líder religioso e decidiu criar a própria seita.
O líder da seita morava em uma casa no bairro de Fátima, em Belém, junto com oito mulheres. No local, funciona um escritório de advocacia. Além do espaço, ele também é proprietário de duas policlínicas – uma em Belém e outra em Marudá, distrito de Marapanim.
Além da casa, no bairro de Fátima, em Belém, o grupo também utilizava um sítio em Marudá, onde Paulo Paumgartten foi preso preventivamente, no último dia 18, e também em flagrante por pedofilia. No sítio de Marapanim, foi encontrado vasto conteúdo pornográfico envolvendo vítimas menores de idade.
Foto: reprodução








