Randolfe aposta em apoio popular para instalação da CPI do MEC

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

O recuo dos senadores Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Weverton Rocha (PDT-MA), que retiraram suas assinaturas no requerimento da CPI do MEC, causou grande repercussão negativa nas redes sociais na tarde deste domingo (11). Os internautas levantaram a suspeita dos senadores terem recebido subornos por parte do governo. O principal alvo dos internautas foi Oriovisto Guimarães.

A nota publicada por Guimarães em seu Twitter, na qual ele explica que resolveu retirar a assinatura da comissão porque acredita que “uma CPI tão próxima das eleições acabará em palanque eleitoral”, foi a mais rechaçada. Segundo Chico Alves, foram 9 mil comentários feitos até o fim da noite de ontem. Styvenson Valentim e Weverton Rocha também foram alvo das críticas, mesmo sem fazer postagens que abordassem diretamente a desistência.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tinha anunciado na última sexta-feira (9) o mínimo de 27 apoiadores para pedir a instalação da comissão, porém, com a saída dos três senadores, a CPI volta a ficar sem a base de apoio necessária.

Entretanto, a reação dos internautas é tida por Randolfe como um trunfo para convencer outros colegas do Senado a assinar o requerimento. “A reação das redes sociais comprova que a CPI do MEC tem apoio popular”, disse ele à coluna de Chico Alves, do UOL notícias. “Isso não reverte a decisão daqueles que já tiraram seus nomes, mas pode encorajar novos. Nós vamos contar com isso”.

O objetivo da comissão é investigar um esquema no Ministério da Educação descoberto nos últimos dias, onde pastores atuavam para que verbas públicas fossem repassadas a prefeitos em troca de benefícios diretos, caso que levou à exoneração de Milton Ribeiro do cargo de ministro.

Na exposição do esquema, foram descobertas uma licitação de ônibus escolares com preços superfaturados e a construção de novas escolas foi aprovada no ministério sem a devida dotação e com várias unidades inacabadas.

O colunista do UOL divulgou também que Randolfe diz ter outros três senadores em vista para recompor o total de 27 assinaturas necessárias para requerer a CPI. Um deles é Marcelo Castro (MDB-PI), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.

Edição Ju Abe

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