Lula: ‘Povo tá de saco cheio de tanta mentira, injustiça e sofrimento’

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu vários recados ao “homem do Palácio do Planalto” neste sábado (20). O candidato do PT à presidência disse que quem vai tirar Bolsonaro de lá é o povo brasileiro, “que está de saco cheio de tanta mentira, injustiça e sofrimento”. Também disse que o adversário deve aprender a ser “mais humano”, já que ele não derramou uma lágrima pelas mais de 680 mil vítimas das pandemia no Brasil. “Para você a morte é normal. Para nós, a morte tem que ser evitada o máximo possível. O maior bem que Deus nos deu foi a vida. E a gente precisa gostar da vida, e gostar de ser feliz”. Lula falou a milhares de pessoas que enfrentaram o frio para ir ao Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.

Foi o segundo grande comício da campanha da coligação Brasil da Esperança, e lançamento da campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Na quinta (18), a campanha abriu a temporada de atos de rua em Belo Horizonte.

Rouco ao final do comício, Lula disse que o que seu adversário mais quer é que ele perca a voz. Mas alertou. “Eu não preciso falar para conversar com esse povo. Falo pelo olhar deles, pela alegria deles. Essa gente eu conheço desde que eu comecei minha vida política, em 1975. A gente se conhece.”

Religião e fake news

Lula disse que Bolsonaro rói as unhas a cada novo resultado das pesquisas que apontam a possibilidade de ser derrotado no primeiro turno. “Não pensei que eu tô nervoso. Quem deve estar nervoso é o meu adversário.” Ainda assim, disse que não é hora de “sossegar”. É preciso, segundo ele, combater as mentiras no WhatsApp. E, sem aceitar provocação, discutir política em todos os lugares, até o dia da eleição.

“Se o pastor tiver falando coisa séria, a gente respeita. Mas se ele estiver mentindo, a gente tem que enfrentá-lo e dizer que ele está mentido. Em nome de Deus, não se pode contar mentira”. Nesse sentido, Lula disse que tem “muita fake news religiosa correndo por aí”. A principal delas diz que o petista pretende fechar templos e igrejas. “Tem demônio sendo chamado de Deus, e tem gente honesta sendo chamada de demônio.”

Assim, Lula voltou a se apresentar como defensor do Estado Laico. “Todas as religiões têm que ser defendidas pelo Estado. Mas as igrejas não têm que ter partido político. As igrejas têm que cuidar da fé e da espiritualidade das pessoas. E não cuidar de candidaturas de falsos profetas ou de fariseus que estão enganando esse povo”.

Fonte: Rede Brasil Atual
Foto: Ricardo Stuckert

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