Biodiversidade da Amazônia deve ser estudada para beneficiar a região, diz Lula

Em encontro com representantes de entidades indígenas e movimentos sociais da região amazônica, na tarde desta quarta-feira (31/08), em Manaus, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a biodiversidade da Amazônia seja estudada e explorada adequadamente. O objetivo é gerar riqueza para os povos que vivem na região e benefícios para todos os habitantes da Terra.

“Nós vamos mudar esse país. A nossa floresta será cuidada. A nossa biodiversidade será estudada, em parceria com pesquisadores do mundo inteiro, porquê embora a Amazônia seja território soberano do Brasil, a riqueza produzida, a biodiversidade tem que ser aproveitada por todo habitante do planeta Terra” disse Lula. Para o ex-presidente, dessa maneira, o país receberá recursos suficientes para a realização de pesquisas que não são feitas por falta de verba.

Na sede do Museu da Amazônia, no meio da floresta, Lula falou a indígenas que, se ganhar as eleições, não haverá mais garimpo, que demarcará as terras que precisarem ser demarcadas e que cuidará para que as já existentes não sejam invadidas. Ele afirmou que os povos indígenas terão um papel muito importante nesse novo Brasil que será reconstruído, a partir de 2023. “Vocês vão tomar conta do espaço onde vocês moram com segurança, com respeito e com cuidado da parte do governo”.

O ex-presidente recebeu das entidades, reunidas na Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), um documento com prioridades para proteção da floresta e dos povos que vivem lá. Lula afirmou que o documento será encaminhado à coordenação do programa de governo e estudado por ele para aprender quais são as preocupações dos povos da região.

Lula disse ao grupo que, não faltarão recursos para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e que criará o Ministério dos Povos Originários, além de pastas específicas para tratar das questões das mulheres e dos negros. Ele destacou a importância dos prefeitos no processo de combate às queimadas e de parcerias que assegurem recursos para programas com esse objetivo.

O ex-presidente voltou a mencionar os retrocessos pelos quais o Brasil passa, com aumento de desemprego e da fome, e disse que volta com disposição de que outra sociedade é possível. “Esse país não pode continuar sendo governado por alguém que não gosta de índio, não gosta de negro, não gosta de mulher, não gosta de sindicalistas, não gosta da Amazônia, não gosta do Cerrado, não gosta da Caatinga e que não gosta do povo. Esse povo tem que ser cuidado e é com esse compromisso que eu, junto com vocês, estou nessa disputa”, afirmou.

Fotos: Ricardo Stuckert

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