Fotos: Aiuá Reis Queiroz/Linkedin; secretária de cultura, Rafaela Segadilha e Igor Normando/Instagram
A denúncia divulgada pelo jornalista Adriano Wilkson derrubou Aiuá Reis Queiroz da Superintendência da Secretaria Municipal de Cultura de Belém (Semcult). Nomeado para o cargo pelo prefeito Igor Normando (PSDB), Aiuá, que é engenheiro e servidor efetivo da Jucepa, foi exonerado após a publicação de uma gravação atribuída a ele, na qual o então gestor admitiria a intenção de fraudar documentos públicos para justificar o pagamento de avaliadores do Carnaval.
No áudio, Aiuá afirma “assumir o risco” pela ilegalidade que estaria prestes a cometer. A gravação teria sido feita durante uma reunião do então superintendente com avaliadores contratados para compor o corpo técnico dos desfiles das escolas de samba e blocos carnavalescos de Belém e do distrito de Icoaraci. Ao todo, 30 avaliadores foram contratados para atuar no Carnaval. Parte deles, no entanto, rejeitou a proposta apresentada pela Secult e denunciou o caso.
A exoneração não encerra a gravidade do caso. Ao contrário: Igor Normando e a secretária Rafaela Segadilha precisam responder a uma pergunta levantada pelo próprio jornalista Adriano Wilkson: se o dinheiro destinado ao Carnaval não foi usado para pagar quem trabalhou no Carnaval, onde esse recurso foi parar? E por que trabalhadores contratados precisaram denunciar a situação para cobrar o que lhes era devido.








